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terça-feira, 4 de junho de 2019

A Guitarra Fender


  Em 1944, Leo Fender, que tinha uma oficina de consertos de rádio, associou-se a Doc Kauffman, ex-empregado de Rickenbacker, para criar a companhia K&F. Produziram uma série de amplificadores e steel guitars (instrumento semelhante a guitarra Havaiana).

  Leo Fender julgava, acertadamente, que os pesados ímãs dos captadores usados então não precisavam ser tão grandes. Para experimentar um novo captador que projetou, montou-o numa guitarra maciça, cuja forma se baseava na guitarra havaiana, mas que tinha escala com trastes, como numa guitarra normal. O instrumento deveria servir apenas como demonstração para a eficiência do captador, mas logo passou a ser procurado por músicos country locais. Na verdade, tornou-se tão popular que havia uma lista de espera de pessoas que desejavam alugá-lo. Logo em seguida, Leo Fender rompeu a sociedade com Doc Kauffman e estabeleceu-se por conta própria; passou, imediatamente a trabalhar no projeto de um novo instrumento.

  Ele se preocupava com a utilidade e a praticidade, não com a estética. Queria fazer um violão normal, com um som claro como o da guitarra elétrica havaiana, mas sem os problemas de ressonância e feedback associados à caixa acústica tradicional. O resultado de seu trabalho foi a Broadcaster, que passou a ser fabricada a partir de 1948. A Broadcaster tinha braço desmontável, semelhante ao dos banjos da época. Isso era apenas uma questão de conveniência, pois Fender sabia que o braço é a peça do instrumento que tem maior probabilidade de causar problemas, e seu desenho "modular" permitia a substituição em apenas alguns minutos. Quanto ao corpo, quando o acabamento era natural a madeira usada era o freixo; quando pintado, o amieiro. A paleta tinha todas as tarraxas de um lado só, o que facilitava a afinação e evitava ter que dispor as cordas em leque. A Broadcaster tinha dois captadores de bobina simples, conectados a um botão seletor de três posições; uma posição correspondia ao captador traseiro, outra ao dianteiro e a terceira ao dianteiro e mais um captador especial. A guitarra original tinha o mesmo cavalete ajustável das Telecaster atuais: três parafusos ajustam a altura e o comprimento de escala de pares das cordas. A Broadcaster tinha também uma placa de proteção removível, que cobria o cavalete e o captador traseiro. As Telecaster ainda contam com essa placa que, no entanto, é raramente vista nas guitarras em uso, porque a maioria dos guitarristas acha que atrapalha sua técnica. Em 1954, Fender começou a produção da Stratocaster. Essa guitarra (e mais a Telecaster e os instrumentos que Les Paul fazia então para a Gibson), determinou os padrões de projetos de guitarras maciças desde então. No decorrer de 1955, Leo Fender contraiu uma infecção estereptocócica que lhe traria problemas durante dez anos. Em meados dos anos 60, ele estava convencido de que teria pouco tempo de vida e assim decidiu liquidar seus negócios. Em 1965, vendeu toda a companhia Fender à CBS, por 13 milhões de dólares. Pouco depois, trocou de médico e se curou. Em dois meses, voltou a atividade, agora como consultor de projetos para a CBS Fender, trabalhando em seu próprio laboratório de pesquisas. Esse acordo durou cinco anos. A partir de então, com sua própria companhia de pesquisas, a CLF Research Company, Leo Fender trabalhou nos instrumentos Music Man (com exceção dos amplificadores) e nas guitarras G&L.

O Captador Fender

  Os modelos Telecaster e Stratocaster da Fender são as guitarras mais freqüentemente identificadas com o "som" do captador de bobina simples, claro e vigoroso, mas com agudo penetrante. Em vez de usar um único ímã de barra, Leo Fender utilizou seis ímãs individuais, cada um com uma altura ligeiramente diferente, para ajudar a equalizar o volume amplificado das seis cordas. A bobina é enrolada ao redor dos seis ímãs.

  Quando foi lançada, em 1954, a Stratocaster tinha três características que a distinguiam imediatamente como uma guitarra revolucionária. Em primeiro lugar, o corpo era desenhado para oferecer o máximo conforto: recorte duplo, bordas chanfradas e a parte superior traseira do fundo dotada de uma depressão abaulada. Além disso apresentava um vibrato ou "trêmolo", magnificamente projetado, embutido num cavalete "flutuante" especial. Era a primeira guitarra maciça de três captadores, que ligava um de cada vez. Cedo, porém, os guitarristas descobriram que era possível equilibrar o seletor entre as duas posições, o que produzia um som "fora de fase" todo especial. Percebendo a atração dessa característica a Fender passou a usar um seletor de cinco posições. Assim como a Telecaster, a Stratocaster permaneceu basicamente inalterada ao longo dos anos. Em 1972, a Fender introduziu o ajuste "Micro-Tilt" e um tirante com a extremidade de ajuste em forma de bala. As Stratocaster são fornecidas em diversas cores e acabamentos, com escala em madeira clara ou escura.



terça-feira, 23 de abril de 2019

Segredos do bom guitarrista


É claro que algumas pessoas têm mais facilidade em aprender um instrumento do que outras, mas uma coisa que todo bom músico tem em comum são muitas horas de estudo. Não existe formula mágica, procure um bom professor e acima de tudo estude, estude, estude! Outra coisa importante é saber que sempre há muito o que aprender com os outros. Humildade é essencial para se desenvolver como músico. A seguir, algumas dicas práticas para chegar lá:

1) Ouça muita música – Compre um bom fone de ouvido, vá para o seu quarto, apague a luz e ouça com atenção.
2) Ouça de tudo – Não tenha preconceito com algum estilo musical, amplie seus horizontes. Existe música boa e música ruim em qualquer estilo.
3) Invista no seu equipamento – É melhor você ter apenas uma boa guitarra, um bom amplificador e um bom pedal delay do que ter um monte de equipamento ruim que só vai te dar dor de cabeça.
4) Estude, estude, estude – Procure um bom professor, bons métodos, frequente cursos e workshops etc.
5) Divirta-se – Nada disso faz sentido se tocar guitarra não for algo prazeroso!


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Manual dos Acordes - Guia Completo

 

  Este manual é um guia completo de estudos com mais de 1000 acordes essenciais para quem toca rock, folk, pop, blues, country, bossa nova, jazz e clássico. Os mais importantes e mais utilizados acordes para violão e guitarra, estão reunidos neste manual e explicados em diagramas, fotos e dicas complementares para facilitar o estudo. Ideal para iniciantes e também para alunos e instrumentistas mais experientes, conta também com seções adicionais para que você possa entender com facilidade como são montados e representados graficamente os acordes nos diagramas. Todas as explicações teóricas e práticas são objetivas, para que o aprendizado seja rápido e sem complicações.
     Se você está começando a estudar agora ou simplesmente precisa relembrar ou aumentar o seu vocabulário de acordes essenciais, com certeza este manual é um excelente recurso.
     

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Estilos musicais - O instrumento certo

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Compre o instrumento certo para o estilo de música que pretende tocar. Os tipos de guitarras e violões usados com mais frequência em cada gênero musical são:
Rock, pop, metal: guitarra elétrica.
Rock acústico: violão de cordas de aço.
Blues: guitarras semi acústica e elétrica.
Country: guitarra, violão de cordas de aço.
Folk: violão com cordas de nylon ou aço.
Jazz: violão de cordas de aço e guitarra semi acústica.
MPB e Bossa Nova: violão com cordas de nylon.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Causas de quebra de cordas


Excesso de tensão. Cordas de guitarra são projetadas para serem afinadas em uma altura padrão que é a afinação feita pelo diapasão. Elas resistem a uma afinação apenas um pouco superior sem se partir ou prejudicar o braço do instrumento.

Desgaste natural. Quanto mais velha uma corda, maior a possibilidade dela se partir. A perda de elasticidade, o desgaste, a ferrugem causada pelo suor dos dedos enfraquecem as cordas de aço.

O peso da mão direita. Muitas vezes as cordas se partem, devido a técnicas pesadas da mão direita. Instrumentistas de ritmo, especialmente os que têm toque pesado, arrebentam cordas com frequência.

Dobra na cordaUma dobra na corda pode causar um ponto fraco. Ao instalar cordas de aço é preciso ter cuidado para não dobrá-las.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Anatomia de uma guitarra

   Comparando com um violão feito à mão, a guitarra é um instrumento relativamente simples. Como o violão, ela tem o braço de madeira, mas seu corpo geralmente é sólido ao invés de oco, e tipicamente feito de madeira de lei rígida e durável, apesar de alguns instrumentos apresentarem metais ou plástico. O som produzido pelas melhores guitarras elétricas podem ser tão complexo e matizado quando o dos instrumentos acústicos.


 Como funciona – Resumo

   Sem o corpo ressonante oco, uma guitarra de corpo sólido não consegue produzir um som claramente audível. Porém, um ou mais “pickups”, também conhecidos como “captadores”, são montados na superfície superior do corpo, entre a escala e a ponte. Um sinal elétrico é gerado pelos captadores quando as cordas da guitarra vibram; esta corrente é levada por toda a guitarra através do amplificador, que a transforma em um som audível. As unidades de efeito que modificam o som, como os pedais fuzz e wah-wah, podem ser posicionadas entre a guitarra e o amplificador ou o amplificador pode incorporar uma variedade de efeitos que possam ser controlados através de um pedal. 

Captadores

   Um captador é uma imã envolto por uma bobina de fio de cobre. Quando as cordas se movimentam, o campo magnético é alterado, induzindo voltagem elétrica na bobina de cobre. Os designs antigos dos captadores de single coil possuíam um som claro e limpo, mas geravam um barulho indesejado ou um “zumbido” quando colocados perto de outros dispositivos elétricos. Na metade dos anos 1950, Seth Lover, engenheiro da Gibson, desenvolveu uma configuração de captadores que eliminava este efeito e a chamou “humbucker”.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Como fazer palhetas

Passos

Encontre um pedaço de plástico que queira reciclar em um objeto útil.


Usando um marcador, trace o contorno de uma palheta no plástico.


Usando um cortador afiado (uma boa tesoura ou uma faca), 
corte a nova palheta no formato marcado.


Usando uma lixa de unha ou em folha, alise as bordas da palheta.

Dicas

Algumas fontes boas de plástico:

  • Cartões de clube, hotéis
  • Cartões de desconto
  • Cartões de presente
  • Cartões de crédito ou de banco velhos
  • Fundo de recipiente de margarina ou manteiga

Materiais necessários:

  • Uma palheta de guitarra, para marcar o contorno.
  • Um marcador. A ponta da faca ou tesoura pode ser usada para tal, se você tiver a coordenação para fazer isto sem se ferir.
  • Faca ou tesoura
  • Uma fonte de plástico 



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sobre Improvisação


 Vamos tratar de um assunto muito legal para qualquer músico ou aspirante: a improvisação.

  O estilo mais aberto à improvisadores é sem dúvida o Jazz, pois além de dar espaço, a cada música a sua construção toda engloba muitos acordes e escalas diferentes.

  Já o Rock limita o uso dos mesmos. Há composições onde só uma escala (pentatônica) está em uso. Apesar de que  na maioria das vezes a guitarra é usada para músicas deste gênero.

  Músicos eruditos geralmente reclamam de não saberem improvisar. Isso é porque a partitura lhes gerou dependência e só tocam o que leem na frente. Pensando nisso, elaboramos algumas dicas importantes para fazer uma improvisação.

Aqui vão algumas dicas essenciais para você chegar lá:

·        Em seu instrumento não se limite a tocar sua frase musical sempre começando do grave para o agudo, use linhas melódicas que combinem movimento descendente e ascendente.

·        Não se restrinja ao registro médio ou à região mais confortável de seu instrumento, explore-o totalmente.

·        Não fique caçando notas. Memorize a escala a ser usada por toda a extensão do seu instrumento até tocá-la com naturalidade deixando sua mente livre para o desenvolvimento melódico.

·        Varie a dinâmica. Tem momentos para tocar mais fraco, mais forte, mais suave ou agressivo. Não toque sempre do mesmo jeito.

·        Use uma variedade de articulações (ligaduras bends, etc). Não toque sempre "staccato".

·        Concentre-se em ouvir mentalmente a nota antes de tocá-la. Isso requer antecipação e controle constante. Esta é a parte mais difícil, requer muito estudo, paciência e total controle do instrumento para que aquilo que você cantou na mente flua pela suas mãos.

·        Procure controlar tensão e resolução. Seu solo deve ser como uma história com começo e fim, deve ter um senso de direção. 


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A história do amplificador


  Os primeiros amplificadores surgiram nos anos 30, usando válvulas de rádio e a tecnologia hi-fi da época. Conforme a guitarra elétrica foi se tornando popular, nos anos 50, surgiram os primeiros amplificadores especiais para esse instrumento, cujos modelos em geral combinavam um amplificador valvulado com um ou dois alto-falantes de 30 cm (12 polegadas). No final dos anos 60, a moda eram os amplificadores de elevada potência, com sistemas de grandes caixas de som independentes. Nos anos 70 surgiu a tecnologia solid-state, mais barata, com os transistores substituindo as válvulas. Os amplificadores valvulados, contudo, são os preferidos de muitos guitarristas profissionais.





terça-feira, 28 de maio de 2013

Afinando a guitarra com afinações alternativas


  Talvez você tenha ouvido sobre guitarristas que afinam a guitarra 1/2 ou 1 tom abaixo. Eles têm alguns motivos para fazer isso. Principalmente pelo som, mas, também devido ao cantores que não querem se esforçar mais que o necessário tentando cantar mais alto que as guitarras.Afinando sua guitarra 1/2 ou 1 tom abaixo é fácil desde que você saiba como afinar a sua guitarra de ouvido. Se você quer a sua guitarra afinada 1/2 tom abaixo, as cordas soltas soarão conforme o diagrama abaixo:

Eb ----------------------------------
Bb ----------------------------------
Gb ----------------------------------
Db ----------------------------------
Ab ----------------------------------
Eb ----------------------------------

  Todas as cordas foram abaixadas pelo bemol (bemolizadas). Apenas afine a sua guitarra no modo padrão e então afine a corda E na casa 6 até que ela fique igual a corda 5 (A), então siga os passos listados no início desta lição. Uma maneira fácil de encontrar seu ponto de referência para isso é esta: Descubra o que você quer que a corda solta seja. Se você está afinando um tom inteiro abaixo, então a corda E deverá ser afinada como D. Se a corda E já está afinada como D, então conte as casas até encontrar o A.

DII-----E--F------G------A------B--C------D------E--F-

  Neste caso ele será encontrado na casa 7. Afine a casa 7 batendo com a corda 5 solta. A corda E deverá estar afinada como D solto. Agora siga afinando as outras cordas usando esta como referência. ..
 Abaixo estão outras afinações alternativas que você pode experimentar. Veja se você consegue afinar a guitarra sem usar um afinador eletrônico. Assim que você conhecer a escala da guitarra, você perceberá que afinar é fácil. A melhor maneira de se treinar o ouvido é experimentando tocar com diferentes afinações.

E,B,G,D,A,E (Standard) 

D,B,G,B,G,D

D,A,Fs,D,A,D

D,A,G,D,A,D

D,C,G,D,G,B

D,B,G,D,A,E

E,Cs,A,Cs,A,E

D,B,G,D,B,G

E,C,G,C,G,C

Afinação Padrão (Standart)


  Para afinar sua guitarra, você somente precisa ter uma das cordas afinadas, desde que você saiba qual é. Esta corda é conhecida como ponto de referência. Uma vez que se tenha uma corda afinada, afinar o resto é fácil. Existem várias maneiras de se encontrar o ponto de referência. Você pode seguir os seguintes métodos para afinar uma corda, ou todas as cordas.

Piano/Teclado: O teclado é uma excelente maneira de afinar a sua guitarra. Apenas afine as cordas, batendo com o som do teclado nas respectivas teclas.

Afinador Eletrônico: Permite que se afine a guitarra medindo a frequência da cada. Maneira muito fácil de afinar a guitarra.

Diapasão de Apito: O afinador tem 6 apitos,um para cada corda da guitarra. Apenas afine a corda com o respectivo som do apito.

Diapasão de Garfo: Quando o afinador é percutido, ele emite a nota A na frequência de 440 hz. Simplesmente afine a nota na casa 5 com o diapasão.

Siga as instruções abaixo para afinar a sua guitarra, tendo a corda já afinada em E.

Passo 1: Coloque o seu dedo na casa 5 da sexta corda e afine a quinta corda até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 2: Coloque o seu dedo na casa 5 da quinta corda e afine a corda 4 até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 3: Coloque o seu dedo na casa 5 da corda 4 e afine a corda 3 até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 4: Coloque o seu dedo na casa 4 da corda 4 e afine a terceira corda até os sons baterem.

Passo 5: Coloque o seu dedo na casa 5 da corda 2 e afine a primeira, até os sons baterem. Ficará assim:
.

E ----------------------------------------0------------ 1
B -----------------------------0-------5--------------- 2
G ------------------0-------4-------------------------- 3
D -------0------5-------------------------------------- 4
A-----0------5----------------------------------------- 5
E------5------------------------------------------- --- 6


 Se você entendeu isso, você poderá afinar a sua guitarra a partir de qualquer ponto de referência. É sempre bom afinar a guitarra antes de começar a tocar. Ela fica desafinada muito fácil. Agora que você sabe como afinar a guitarra, poderemos estudar algumas afinações alternativas.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Técnicas para guitarra

Slide
Oslide consiste, basicamente, em tocar uma nota e "escorregar" o dedo para outra(s) casa(s)/nota(s).
Exemplo

E|-----------------------------
B|-----------------------------
G|------------7---------------
D|-----5-7/9---9------------
A|-3/5-----------------------
E|----------------------------

•Bend
  Consiste em tocar uma nota e move-la (a corda,para cima ou para baixo) junto ao braço fazendo com que a nota suba para uma região mais alta (aguda), transformando-a em outra nota. O bend pode ser de 1/4 de tom, 1/2 tom, 1 tom, 1 tom e 1/2, 2 tons, 2 tons e 1/2 ou 3 tons. Nas cordas agudas puxa-se a corda pra cima, nas graves para baixo.
Exemplo:

E|---------------------------
B|---------------------------
G|-----5b----5b-----------
D|--5b----5b----7---------
A|---------------------------
E|---------------------------

 Neste caso o "b" representa um bend de 1/2 tom, a nota do(C) da casa 5 ao sofrer o bend soou como um do(C#) sustenido.

•Pre-Bend
Consiste em puxar uma nota para alcançar o som que se queira e após isso executar a nota, a diferença do pré-bend pro bend e que no bend primeiro você toca a nota do traste que esta marcando e depois ergue a corda e no pré-bend você primeiro ergue a corda e depois toca, omitindo a nota de origem. Também vai de 1/4 de tom a 3 tons.
Exemplo:

E|---------------------------
B|---------------------------
G|-----b5----b5-----------
D|--b5----b5----7---------
A|----------------------------
E|----------------------------

 Neste caso, um pre-bend de 1/2 tom, a nota de origem, o do(C), nao soa, apenas o do(C#) sustenido.

•Release
Consiste em "baixar" a corda apos um bend ou de um pre-bend.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5br5--------------
D|--5br5--------7----------
A|----------------------------
E|----------------------------

•Ligado
OLigado nada mais e do que tocar uma e "martelar" uma casa mais aguda, ou "desmarcar" a nota que foi tocada para uma outra casa mais grave soar. Esse recurso e muito utilizado para licks velozes, pois dispensa o uso de palheta.
 O ligado ascendente quando você "martela" uma casa mais aguda também e chamado de hammer on. O ligado descendente quando você "desmarca" a nota atual para soar uma mais grave também e chamado de pull off.
Exemplo:

E|----------------------------
B|---------------------------
G|--------5h7p5-----------
D|--5h7p5-------7---------
A|----------------------------
E|-----------------------------

•Vibrato
Consiste em fazer leves bends para baixo e para cima em sequencia.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5~~~~-----------
D|--5~~~~-------7---------
A|----------------------------
E|----------------------------

•Tapping
É usar um dos lados da palheta (o que lhe for mais confortável, ou o próprio dedo) para "martelar" uma casa(nota). Esse recurso é usado para alcançar rapidamente regiões mais agudas do braço do instrumento.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5-t17------------
D|--5-t17------7-----------
A|---------------------------
E|---------------------------- 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Escalas Pentatônicas - Parte 02

ESCALA PENTATÔNICA: É uma escala de 5 sons usada no "ROCK" e alguns estilos de musica "Blues", sendo mais empregada como melodia.
Há três formas: Maior, Menor e Dominante.

ESCALA PENTATÔNICA MAIOR- É derivada do Círculo das Quintas no sentido horário, a partir da tônica.Exemplo Escala Pentatônica maior de DÓ= DÓ- SOL- RÉ- LÁ e MI
Quando as notas são ordenadas dentro de uma oitava, formam a sequência:
DÓ - RÉ- MI - SOL - LÁ
REGRA: Escrever a escala Maior e retirar os IV e VII Graus.

ESCALA PENTATÔNICA MENOR - É derivada do Círculo das Quintas, iniciando-se na Terça menor, no sentido horário.
Exemplo: Escala Pentatônica menor de DÓ= MIb - SIb - FÁ- DÓ - SOL
Ordenadas dentro de uma oitava= DÓ- MIb- FÁ- SOL- SIb
REGRA: Escrever a Escala Menor Natural sem os II e VI Graus ou notas do acorde menor com sétima mais o IV Grau.

ESCALA PENTATÔNICA DOMINANTE= Também derivada do Círculo das Quintas, como a pentatônica maior, exceto pelo VI, que é substituído pela sétima menor.
REGRA: Escrever a Escala Pentatônica Maior e substituir o VI grau pela sétima menor.

Escalas Pentatônicas - Parte 01


As escalas pentatônicas são formadas por cinco notas. Há dois modos mais utilizados: um que suprime o 2º grau e o 6º grau da escala (lá – dó – ré – mi – sol) que corresponde ao modo menor; e outro que suprime o 4º grau e o 7º grau da escala (lá – si – dó# - mi – fá#) que corresponde ao modo maior. Existem ainda outras formas de escalas pentatônicas que serão vistas em outros estudos.


Pentatônica de dó:

dó - ré# - fá - sol - lá# - dó (s) (menor)

dó – ré – mi – sol – lá – dó (maior)

dó - mi - fá - sol - lá# -dó (maior com 7)


Pentatônica de ré:

ré - fá - sol - lá - dó - ré (menor)

ré – mi – fá# - lá – si – ré ( maior)

ré - fá# - sol - lá - dó - ré (maior com 7)


Pentatônica de mi:

mi - sol - lá - si - ré - mi (menor)

mi – fá# - sol# - si – dó# - mi (maior)

mi - sol# - lá - si - ré - mi (maior com 7)


Pentatônica de fá:

fá - sol# - lá# - dó - ré# - fá (menor)

fá – sol – lá – dó – ré – fá (maior)

fá - lá - lá# - dó - ré# - fá (maior com 7)


Pentatônica de sol:

sol - lá# - dó - ré - fá - sol (menor)

sol – lá – si – ré – mi – sol (maior)

sol - si - dó - ré -fá - sol (maior)


Pentatônica de lá:

lá - dó - ré - mi - sol - lá (menor)

lá – si – dó# - mi – fá# - lá (maior)

lá - dó# - ré - mi - sol - lá (maior)


Pentatônica de si:

si - ré - mi - fá# - lá - si (menor)

si - ré# -mi - fá# - lá - si (maior)


Pentatônica de fá#:

fá# - lá - si - dó# - mi - fá# - lá (menor)

fá# - lá# - si - dó# - mi - fá# (maior)


Pentatônica de dó#:

dó# - mi - fá# - sol# - si - dó# (menor)

dó# - fá - fá# - sol# - si - dó# (maior)



Pentatônica de ré#:

ré# - fá# - sol# - lá# - dó# - ré# (menor)

ré# - sol - sol# - lá# - dó# - ré# (maior)


Pentatônica de sol#:

sol# - si - dó# - ré# - fá# - sol# (menor)

sol# - dó - dó# - ré# - fá# - sol# (maior)


Pentatônica de lá#:

lá# - dó# - ré# - fá - sol# - lá# (menor)

lá# - ré - ré# - fá - sol# - lá# (maior)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dicas para o uso da palheta

 
 Existem basicamente três vertentes no que diz respeito a mecânica da palhetada. A primeira consiste em centrar os movimentos no pulso, ou seja, o centro de apoio é o próprio pulso. A segunda consiste em utilizar o antebraço, onde o centro de gravidade se dará no cotovelo. A última consiste em fazer movimentos circulares com os dedos. Caso você observe os vídeos de seus guitarristas favoritos, perceberá que há tantas maneiras bem sucedidas de palhetar quanto o número de guitarristas bem sucedidos. Lembre-se que a constituição física e os estilos são muito variados, sendo assim, existem soluções diferentes para cada situação.
 Tenha em mente que o tipo de música que você estiver tocando vai determinar a sua postura de palheta, ou seja, você não vai tocar um " groove " de funk com o mesmo enfoque de palhetar um " fast run " do Paul Gilbert . De qualquer forma seguem aqui algumas normas gerais:
 Permaneça relaxado; Pratique sempre a palhetada alternada ( nunca repita a direção da palhetada ); Algumas pessoas apoiam sua mão direita ou antebraço em algum lugar para guiá-las, outras não. Se for utilizar o apoio não o faça de maneira desleixada. Encontre o local certo como a borda da ponte por exemplo. Experimente as posições de palhetar e perceba como estas vão influenciar crucialmente o seu som. Ao palhetar perto da ponte você obterá um som mais "brilhante", já o ataque próximo da escala lhe dará um som mais encorpado, a exemplo de Frank Zappa, cujo estilo peculiar de tocar sobre a escala da guitarra lhe dava um som bem " gordo " , apesar de perder um pouco da sua definição; A forma com que você ataca a corda é muito importante, podendo ser um ataque bem frontal  (perpendicular) ou angular; Seja econômico com os movimentos de suas mãos. Quanto menores os movimentos, maior a velocidade e precisão; Você não tem que segurar a palheta com muita força entre seus dedos. Somente uma leve pressão para deixá-la fixa é o suficiente; Palhetas muito finas geralmente não são muito boas para palhetadas rápidas. Elas não voltam à sua forma plana rápido o suficiente depois que uma corda é palhetada. Essas palhetas mais finas (de 0.15 a 1.0) normalmente são usadas para sons acústicos e mais despojados, dando-lhes uma sonoridade mais "brilhante". As palhetas mais grossas (de 1.0 a 3.0) dão uma sonoridade grave e encorpada. Devido à sua firmeza são ideais para técnica e velocidade. 

  As palhetas são fabricadas de vários materiais como :

Metacarbonato - Têm boa durabilidade, muito semelhantes com as de plástico comum;

Nylon - Normalmente são finas, produzem um "clique" peculiar ao tocar;

Delrin - Geralmente são mais porosas e desta forma aderem mais aos dedos;

Materiais exóticos - metal, prata, ágata, osso, madeira ,etc.

 Não se esqueça que desde a escolha da palheta até a forma de tocar deve ser um processo totalmente pessoal, fazendo com que você alcance seu próprio estilo desde os primeiros estágios.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Acordes Relativos


  Popularmente diremos que acordes relativos são acordes que possuem o som parecido com o de outro acorde. Existem alguns acordes que exigem mais prática e habilidade para serem feitos rapidamente, alguns usam pestana outros exigem uma abertura de dedo muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes no estudo do violão ou da guitarra querem evitar! Este acordes podem ser substituídos pelos seus respectivos acordes relativos. Como os acordes maiores são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA (notas da escala maior), os que possuam a terça e a quinta iguais são chamados de relativos. Note que a primeira nota nunca será igual, pois seria o mesmo acorde.
  Abaixo temos os acordes maiores e seus acordes relativos menores:

   A    F#m
   B    G#m
   C    Am
   D    Bm
   E    C#m
   F    Dm
   G    Em


Em termos práticos podemos variar uma progressão de acordes, trocando alguns dos acordes maiores por seus relativos menores. Não só os acordes,  mas também as escalas maiores tem suas relativas menores, como exemplo: A escala de Lá Menor é relativa da escala de Dó Maior. Pratique no seu violão ou na sua guitarra todos os acordes naturais e seus relativos e procure perceber a semelhança na sonoridade, faça este estudo também com as escalas, pois com certeza, isto será muito importante para o seu desenvolvimento musical.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Os cuidados ao tocar com a palheta

 Nunca esqueça o modo correto de segurar a palheta, pois muitas vezes este é o motivo principal de não se tocarem as cordas certas. Como na maioria das vezes, os guitarristas sempre fazem opção pelo uso da palheta , é importante tomar cuidado para que as palhetadas ao tocar os acordes, não toquem nas cordas que devem ser evitadas. Como por exemplo, no caso do acorde de , as notas a serem tocadas estão em uma das extremidades do encordoamento, isto é, nas quatro cordas mais graves ou nas quatro cordas mais agudas, fica mais fácil palhetar.  Porém quando usamos as quatro cordas  "do meio" do encordoamento os cuidados devem ser redobrados. As notas das cordas que ficam soltas quase sempre não pertencem ao acorde e soariam em choque com as demais. Então, preste muita atenção na construção dos acordes ao utilizar a palheta quando estiver tocando e praticando com a sua guitarra ou com o seu violão.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pequeno estudo básico sobre escalas

Escalas:

 - Pentatônica
 - Maior
 - Menor
 - Harmônica
 - Melódica

Escala é uma sucessão de sons que se distribuem em tons e semitons. É muito importante o estudo das escalas, pois ele contribui para o desenvolvimento auditivo, o desenvolvimento mecânico das mãos e a compreensão das posições das notas em todo o braço. Devemos ter em mente que toda melodia está baseada sempre em algum tipo de escala.

Introdução à Pentatônica

O que é Pentatônica?
- Pentatônica é o nome de uma escala formada por cinco notas, original do blues que, por ser formada de cinco notas leva esse nome.

Para que é usada? Por que estuda-la?
- É usada na criação de solos e riffs nos mais diversos campos do rock, desde o blues até o metal. É interessante você estudar a escala pentatônica pois ela é muito usado hoje em dia, compreendendo essa escala você saberá de onde famosos guitarristas criam os solos e poderá criar seus próprios solos e licks.

Iniciação

    Vamos começar a chamar as escalas pentatônicas de "pentas", pois é um termo abreviado e bastante usado, bem para começarmos é necessário saber que existem penta menor e penta maior, porém a mais conhecida e praticada é a menor. Isso já é o necessário para que você comece a estudar a escala pentatônica, é importante salientar que para que esse estudo comece o ideal é o praticante já ter alguma iniciação no instrumento.

Pentatônica Menor

 Escalas Pentatônicas Menores
Formação das Pentatônicas Menores:
Tonica, 3ªm, 4ªjusta, 5ª e 7ªm.

Vejamos o exemplo da Penta Menor de A(lá):
Tonica: A(lá)
3ªm: C(dó)
4ªjusta: D(ré)
5ª: E(mí)
7ªm: G(sol)

Ficando no braço do instrumento da seguinte forma:

e--------------------------5-8-
B---------------------5-8------
G----------------5-7-----------
D-----------5-7----------------
A------5-7---------------------
E-5-8--------------------------

  A C D E  G A C D  E G A C
OBS: Repare que as notas se repetem até acabar as cordas.

Para achar a penta de outra nota basta repetir o processo.
Vejamos o exemplo da pentatônica de E{mí):
Tonica: E(mí)
3ªm: G(sol)
4ªjusta: A(lá)
5ª: B(sí)
7ªm: D(ré)

Ficando no braço do instrumento da seguinte forma:

e--------------------------0-3-
B---------------------0-2------
G----------------0-2-----------
D-----------0-2----------------
A------0-2---------------------
E-0-3--------------------------

  E G  A B D E G A B D  E G
OBS: Repare que, novamente, as notas se repetem até acabar as cordas.


Pentatônica Maior

As pentatônicas maiores nada mais são do que as pentas menores um tom e meio mais graves, vejamos o exemplo da penta maior de A(lá):

e--------------------------2-5-
B---------------------2-5------
G----------------2-4-----------
D-----------2-4----------------
A------2-4---------------------
E-2-5--------------------------

 F# A B C# E F# A B C# E F# A

Neste caso muda a formação:
Tonica: A(lá)
6ªM: F#(fá sustenido)
2ªM: B (sí)
3ªM: C# (dó sustenido)
5ª: E (mí)


Desenhos da Pentatônica

Mas a pentatônica não retém-se apenas a 1 desenho no braço do instrumento, você pode obter ainda mais quatro formações da mesma penta, basta alterar a sequência das notas de sua formação, vamos tomar por exemplo novamente a pentatônica de Am(lá), cuja a formação é A(lá), C(dó), D(ré), E(mí), G(sol). Para obter o segundo desenho basta alterar a sequência das notas, dessa maneira: C(dó), D(ré), E(mí), G(sol), A(lá), fazendo isso você alterá a posição da escala, porém, continuará exercendo a escala de  Lá ,só que em outro desenho, vejamos no braço do instrumento:
Obs: Para tirar outros desenhos da Penta Maior faça da mesma forma:

Segundo desenho Penta Menor de A(lá)
e------------------------------8-10-
B------------------------8-10-------
G-------------------7-9-------------
D-------------7-10------------------
A-------7-10------------------------
E-8-10------------------------------

  C D   E G   A C   D E G A   C D
repare que onde começa o segundo desenho é exatamente onde acaba o primeiro.

Para obter o 3º, 4º e 5º desenhos basta continuar alterando a formação das notas, vejamos:
OBS: Repare que em todos eles onde acaba um começa o outro.

Terceiro desenho Penta Menor de A(lá)D(ré), E(mí), G(sol), A(lá) e C(dó)
e-----------------------------------10-12-
B----------------------------10-13--------
G----------------------9-12---------------
D---------------10-12---------------------
A--------10-12----------------------------
E-10-12-----------------------------------

 Quarto desenho Penta Menor de A(lá)
E(mí), G(sol), A(lá) e C(dó) e D(ré)
e------------------------------------12-15-
B-----------------------------13-15--------
G----------------------12-14---------------
D---------------12-14----------------------
A--------12-15-----------------------------
E-12-15------------------------------------

 Quinto desenho Penta Menor de A(lá)
G(sol), A(lál), C(dó), D(ré) e E(mí)
e------------------------------------15-17-
B-----------------------------15-17--------
G----------------------14-17---------------
D---------------14-17----------------------
A--------15-17-----------------------------
E-15-17------------------------------------

Escala Maior
Maior natural de A

E-----------------------------------4-5-7--
B------------------------------5-7---------
G-----------------------4-6-7--------------
D----------------4-6-7---------------------
A---------4-5-7----------------------------
E--4-5-7-----------------------------------

Fórmula da escala: Tônica, 2ªM, 3ªM, 4ªJ, 5ªJ, 6ªM e 7ªM

Escala Menor
Menor Natural de A(lá):
E------------------------------------------5-7-8--
B----------------------------------5-6-8----------
G--------------------------5-7-9------------------
D------------------5-7-9--------------------------
A----------5-7-8----------------------------------
E--5-7-8------------------------------------------

Fórmula da Escala: Tônica, 2ªM, 3ªm, 4ªJ, 5ªJ, 6ªm e 7ªm

Escala Menor harmônica
Menor Harmônica de A(lá):

E------------------------------------------5-7-8--
B----------------------------------5-6-9----------
G--------------------------5-7-9------------------
D------------------6-7-9--------------------------
A----------5-7-8----------------------------------
E--5-7-8------------------------------------------

Fórmula da Escala: Tônica, 2ª, 3ªm, 4ªJ, 5ªJ, 6ªm e 7ªM

Escala Menor Melódica
Menor Melódica de A(lá):
E------------------------------------------5-7-8--
B----------------------------------5-7-9----------
G--------------------------5-7-9------------------
D------------------6-7-9--------------------------
A----------5-7-9----------------------------------
E--5-7-8------------------------------------------

Fórmula da Escala: Tônica, 2ªM, 3ªm, 4ªJ, 5ªJ, 6ªM e 7ªM