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terça-feira, 4 de junho de 2019

A Guitarra Fender


  Em 1944, Leo Fender, que tinha uma oficina de consertos de rádio, associou-se a Doc Kauffman, ex-empregado de Rickenbacker, para criar a companhia K&F. Produziram uma série de amplificadores e steel guitars (instrumento semelhante a guitarra Havaiana).

  Leo Fender julgava, acertadamente, que os pesados ímãs dos captadores usados então não precisavam ser tão grandes. Para experimentar um novo captador que projetou, montou-o numa guitarra maciça, cuja forma se baseava na guitarra havaiana, mas que tinha escala com trastes, como numa guitarra normal. O instrumento deveria servir apenas como demonstração para a eficiência do captador, mas logo passou a ser procurado por músicos country locais. Na verdade, tornou-se tão popular que havia uma lista de espera de pessoas que desejavam alugá-lo. Logo em seguida, Leo Fender rompeu a sociedade com Doc Kauffman e estabeleceu-se por conta própria; passou, imediatamente a trabalhar no projeto de um novo instrumento.

  Ele se preocupava com a utilidade e a praticidade, não com a estética. Queria fazer um violão normal, com um som claro como o da guitarra elétrica havaiana, mas sem os problemas de ressonância e feedback associados à caixa acústica tradicional. O resultado de seu trabalho foi a Broadcaster, que passou a ser fabricada a partir de 1948. A Broadcaster tinha braço desmontável, semelhante ao dos banjos da época. Isso era apenas uma questão de conveniência, pois Fender sabia que o braço é a peça do instrumento que tem maior probabilidade de causar problemas, e seu desenho "modular" permitia a substituição em apenas alguns minutos. Quanto ao corpo, quando o acabamento era natural a madeira usada era o freixo; quando pintado, o amieiro. A paleta tinha todas as tarraxas de um lado só, o que facilitava a afinação e evitava ter que dispor as cordas em leque. A Broadcaster tinha dois captadores de bobina simples, conectados a um botão seletor de três posições; uma posição correspondia ao captador traseiro, outra ao dianteiro e a terceira ao dianteiro e mais um captador especial. A guitarra original tinha o mesmo cavalete ajustável das Telecaster atuais: três parafusos ajustam a altura e o comprimento de escala de pares das cordas. A Broadcaster tinha também uma placa de proteção removível, que cobria o cavalete e o captador traseiro. As Telecaster ainda contam com essa placa que, no entanto, é raramente vista nas guitarras em uso, porque a maioria dos guitarristas acha que atrapalha sua técnica. Em 1954, Fender começou a produção da Stratocaster. Essa guitarra (e mais a Telecaster e os instrumentos que Les Paul fazia então para a Gibson), determinou os padrões de projetos de guitarras maciças desde então. No decorrer de 1955, Leo Fender contraiu uma infecção estereptocócica que lhe traria problemas durante dez anos. Em meados dos anos 60, ele estava convencido de que teria pouco tempo de vida e assim decidiu liquidar seus negócios. Em 1965, vendeu toda a companhia Fender à CBS, por 13 milhões de dólares. Pouco depois, trocou de médico e se curou. Em dois meses, voltou a atividade, agora como consultor de projetos para a CBS Fender, trabalhando em seu próprio laboratório de pesquisas. Esse acordo durou cinco anos. A partir de então, com sua própria companhia de pesquisas, a CLF Research Company, Leo Fender trabalhou nos instrumentos Music Man (com exceção dos amplificadores) e nas guitarras G&L.

O Captador Fender

  Os modelos Telecaster e Stratocaster da Fender são as guitarras mais freqüentemente identificadas com o "som" do captador de bobina simples, claro e vigoroso, mas com agudo penetrante. Em vez de usar um único ímã de barra, Leo Fender utilizou seis ímãs individuais, cada um com uma altura ligeiramente diferente, para ajudar a equalizar o volume amplificado das seis cordas. A bobina é enrolada ao redor dos seis ímãs.

  Quando foi lançada, em 1954, a Stratocaster tinha três características que a distinguiam imediatamente como uma guitarra revolucionária. Em primeiro lugar, o corpo era desenhado para oferecer o máximo conforto: recorte duplo, bordas chanfradas e a parte superior traseira do fundo dotada de uma depressão abaulada. Além disso apresentava um vibrato ou "trêmolo", magnificamente projetado, embutido num cavalete "flutuante" especial. Era a primeira guitarra maciça de três captadores, que ligava um de cada vez. Cedo, porém, os guitarristas descobriram que era possível equilibrar o seletor entre as duas posições, o que produzia um som "fora de fase" todo especial. Percebendo a atração dessa característica a Fender passou a usar um seletor de cinco posições. Assim como a Telecaster, a Stratocaster permaneceu basicamente inalterada ao longo dos anos. Em 1972, a Fender introduziu o ajuste "Micro-Tilt" e um tirante com a extremidade de ajuste em forma de bala. As Stratocaster são fornecidas em diversas cores e acabamentos, com escala em madeira clara ou escura.



domingo, 19 de julho de 2015

Tipos de escalas


A Escala Maior

   A Escala Maior é a mais importante de todas, pois a partir dela, obtemos todas as outras escalas. A fórmula para obtermos essa escala é:

Tônica - 2ª - 3ª - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Os intervalos são:

Tônica --1 tom--> 2ª --1 tom--> 3ª --1/2 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1 tom--> 6ª --1 tom--> 7ª --1/2 tom--> 8ª

Exemplos:
1 - se a tônica for C (Dó), temos: C D E F G A B C (Escala Maior de Dó).
2 - se a tônica for A (Lá), temos: A B C# D E F# G# A (Escala Maior de Lá).

Aplicando na guitarra:

1- Escala Maior de Dó:
e-----------------------------------------
B-----------------------------------------
G-----------2-4-5-------------------------
D-----2-3-5-------------------------------
A-3-5-------------------------------------
E------------------8-10-12-13-15-17-19-20-
1 3 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2

ou

2- Escala Maior de Lá:
e-----------------
B-----------------
G-----------------
D-------------6-7-
A-------5-7-9-----
E-5-7-9-----------
1 2 4 1 2 4 1 2


  Estes são apenas alguns exemplos de possibilidade de patterns (seqüências prontas) para a Escala Maior. Note que você pode aplicá-la em qualquer lugar do braço, colocando a tônica em posições diferentes (ex: C no 8º traste da E grave ou 1º traste da B).

  É importante não ficar viciado em padrões "sobe-e-desce" da escala, pois isso limita sua criatividade na hora de escrever os licks. Tente improvisar sobre a escala de diferentes formas. Esta escala soa bem sobre os acordes maiores e tem uma sonoridade "alegre". É muito utilizada em rock, country, jazz e fusion.


 A Escala Menor

  A Escala Menor é a Escala Maior com bemóis na 3ª, 6ª e 7ª. Logo, a sua fórmula é:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b - Oitava

Os intervalos são:

Tônica --1 tom--> 2ª --1/2 tom--> 3ª b --1 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1/2 tom--> 6ª b --1 tom--> 7ª b --1 tom--> Oitava
Exemplo:

Escala Menor de Fá: F G Ab Bb C Db Eb F

Aplicando na guitarra: Fá Menor

e--------------------
B--------------------
G-------------6-8-10-
D------6-8-10--------
A-8-10---------------
E--------------------
1 3 1 2 4 1 2 4

 Novamente (aliás, sempre), você pode criar quantos patterns quiser sobre a escala: basta tocar em lugares diferentes do braço. Quanto a sonoridade, essa escala soa mais melancólica, é muito utilizada nos mais diferentes estilos (pop, blues, rock, fusion, country e heavy metal) e é tocada sobre acordes menores.

  Uma nota importante a se fazer é o fato de toda Escala Maior ter uma relativa Menor e vice-versa. Para descobrir qual é a relativa Menor, observe a 6ª nota da Escala Maior (ex: relativa menor de C é A); para a relativa Maior, veja a 3ª da Escala Menor (ex: relativa maior de D é F).

Escala Pentatônica Menor

  Junto com a Pentatônica Maior, é a escala mais simples que você pode aprender. São apenas cinco notas . mas que soam muito bem e, pelo que me consta, é a escala mais utilizada em toda a história da guitarra elétrica. Alguns mestres nessa escala: Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Jimmy Page e, claro, B.B. King e Jimi Hendrix.

  É uma escala fácil de se tocar porque, como o número de notas é menor, a margem de erro no improviso também é menor. A fórmula é:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo: Penta Menor de E

e------------------------------------
B----------12-15b17--b17r15-12-------
G----12-14---------------------14----
D-14------------------------------14-
A------------------------------------
E------------------------------------
3 1 3 1 2 2 1 2 2


  A escala é aplicável em quase todos os estilos musicais e soa bem sobre acordes Menores, Menores com 7ª ou com 7ª Dominante

  
Escala De Blues

  Como o próprio nome já diz, é muito usada em blues. Trata-se de uma Pentatônica Menor com uma 5ª Menor incluída. Logo:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª b - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo -- Blues em E: E G A Bb B -D E

Na guitarra, temos, em E:

e-17-15----------------------------------
B-------17-15----------------------------
G-------------16-15-14-12-14b16-14-12----
D-------------------------------------14-
A----------------------------------------
E----------------------------------------

  Tocamos essa escala sobre acordes Menores, Menores com 7ª, Menores com 9ª, 7ª Dominante e 9ª Dominante.

Escala Pentatônica Maior

  Essa escala é muito usada em country devido a sua sonoridade característica. Para obtê-la, utilizamos a mesma fórmula de construção do acorde Maj6/9:

Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 9ª - Oitava ou, se você preferir (é a mesma coisa): Tônica - 2ª - 3ª - 5ª - 6ª - Oitava

Exemplo -- Penta Maior de F: F G A C D F

Aplicando na guitarra, em F:

e----------------------------
B----------------------------
G----------------------------
D---------8-10b12-12---------
A-8-10-12------------12-10-8-
E----------------------------
1 2 4 1 2 4 4 2 1

  É tocada sobre os acordes Maiores, Maiores com 7ª e com 7ª Dominante

Escala Menor Harmônica

  É uma escala derivada da Escala Menor Natural. Apenas adicione um sustenido na 7ª:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª - Oitava

Exemplo -- Menor Harmônica em A: A B C D E F G# A

Aplicando no braço:

e---------------------
B---------------------
G---------------------
D-----------------6-7-
A-------5-7-8-7-8-----
E-5-7-8---------------
1 2 4 1 2 4 2 4 1 2

  Sua sonoridade é bem próxima a da Escala Menor Natural. Cai muito bem em solos rápidos estilo Yngwie Malmsteen (ouça esse cara tocar se você não o conhece ainda!).


Escala Melódica Menor

  Esta escala é muito diferente das outras até agora. Ela se caracteriza por ter duas configurações diferentes, uma quando ascendendo e outra quando descendendo. Quando ascendendo, temos uma Escala Menor Natural com suas 6ª e 7ª sustenidas (assim, apenas a 3ª bemol a diferencia da Escala Maior).

Já descendendo, tocamos a Escala Menor Natural, sem nenhuma alteração:

Ascendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Descendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b – Oitava

Exemplos:

Ascendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F# G# A
Descendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F G A

Na guitarra, em A:

e---------------------------
B---------------------------
G---------------------------
D-------------6-------------
A-------5-7-9---8-7-5-------
E-5-7-8---------------8-7-5-
1 2 4 1 2 4 1 4 2 1 4 2 1

  Treine bem essa escala, pois é um pouco complicado de pegar o jeito no começo. Depois, quando tiver prática, ela é muito legal para solos rápidos, tipo Speed Metal




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sobre Improvisação


 Vamos tratar de um assunto muito legal para qualquer músico ou aspirante: a improvisação.

  O estilo mais aberto à improvisadores é sem dúvida o Jazz, pois além de dar espaço, a cada música a sua construção toda engloba muitos acordes e escalas diferentes.

  Já o Rock limita o uso dos mesmos. Há composições onde só uma escala (pentatônica) está em uso. Apesar de que  na maioria das vezes a guitarra é usada para músicas deste gênero.

  Músicos eruditos geralmente reclamam de não saberem improvisar. Isso é porque a partitura lhes gerou dependência e só tocam o que leem na frente. Pensando nisso, elaboramos algumas dicas importantes para fazer uma improvisação.

Aqui vão algumas dicas essenciais para você chegar lá:

·        Em seu instrumento não se limite a tocar sua frase musical sempre começando do grave para o agudo, use linhas melódicas que combinem movimento descendente e ascendente.

·        Não se restrinja ao registro médio ou à região mais confortável de seu instrumento, explore-o totalmente.

·        Não fique caçando notas. Memorize a escala a ser usada por toda a extensão do seu instrumento até tocá-la com naturalidade deixando sua mente livre para o desenvolvimento melódico.

·        Varie a dinâmica. Tem momentos para tocar mais fraco, mais forte, mais suave ou agressivo. Não toque sempre do mesmo jeito.

·        Use uma variedade de articulações (ligaduras bends, etc). Não toque sempre "staccato".

·        Concentre-se em ouvir mentalmente a nota antes de tocá-la. Isso requer antecipação e controle constante. Esta é a parte mais difícil, requer muito estudo, paciência e total controle do instrumento para que aquilo que você cantou na mente flua pela suas mãos.

·        Procure controlar tensão e resolução. Seu solo deve ser como uma história com começo e fim, deve ter um senso de direção. 


terça-feira, 28 de maio de 2013

Afinando a guitarra com afinações alternativas


  Talvez você tenha ouvido sobre guitarristas que afinam a guitarra 1/2 ou 1 tom abaixo. Eles têm alguns motivos para fazer isso. Principalmente pelo som, mas, também devido ao cantores que não querem se esforçar mais que o necessário tentando cantar mais alto que as guitarras.Afinando sua guitarra 1/2 ou 1 tom abaixo é fácil desde que você saiba como afinar a sua guitarra de ouvido. Se você quer a sua guitarra afinada 1/2 tom abaixo, as cordas soltas soarão conforme o diagrama abaixo:

Eb ----------------------------------
Bb ----------------------------------
Gb ----------------------------------
Db ----------------------------------
Ab ----------------------------------
Eb ----------------------------------

  Todas as cordas foram abaixadas pelo bemol (bemolizadas). Apenas afine a sua guitarra no modo padrão e então afine a corda E na casa 6 até que ela fique igual a corda 5 (A), então siga os passos listados no início desta lição. Uma maneira fácil de encontrar seu ponto de referência para isso é esta: Descubra o que você quer que a corda solta seja. Se você está afinando um tom inteiro abaixo, então a corda E deverá ser afinada como D. Se a corda E já está afinada como D, então conte as casas até encontrar o A.

DII-----E--F------G------A------B--C------D------E--F-

  Neste caso ele será encontrado na casa 7. Afine a casa 7 batendo com a corda 5 solta. A corda E deverá estar afinada como D solto. Agora siga afinando as outras cordas usando esta como referência. ..
 Abaixo estão outras afinações alternativas que você pode experimentar. Veja se você consegue afinar a guitarra sem usar um afinador eletrônico. Assim que você conhecer a escala da guitarra, você perceberá que afinar é fácil. A melhor maneira de se treinar o ouvido é experimentando tocar com diferentes afinações.

E,B,G,D,A,E (Standard) 

D,B,G,B,G,D

D,A,Fs,D,A,D

D,A,G,D,A,D

D,C,G,D,G,B

D,B,G,D,A,E

E,Cs,A,Cs,A,E

D,B,G,D,B,G

E,C,G,C,G,C

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Escalas Pentatônicas - Parte 01


As escalas pentatônicas são formadas por cinco notas. Há dois modos mais utilizados: um que suprime o 2º grau e o 6º grau da escala (lá – dó – ré – mi – sol) que corresponde ao modo menor; e outro que suprime o 4º grau e o 7º grau da escala (lá – si – dó# - mi – fá#) que corresponde ao modo maior. Existem ainda outras formas de escalas pentatônicas que serão vistas em outros estudos.


Pentatônica de dó:

dó - ré# - fá - sol - lá# - dó (s) (menor)

dó – ré – mi – sol – lá – dó (maior)

dó - mi - fá - sol - lá# -dó (maior com 7)


Pentatônica de ré:

ré - fá - sol - lá - dó - ré (menor)

ré – mi – fá# - lá – si – ré ( maior)

ré - fá# - sol - lá - dó - ré (maior com 7)


Pentatônica de mi:

mi - sol - lá - si - ré - mi (menor)

mi – fá# - sol# - si – dó# - mi (maior)

mi - sol# - lá - si - ré - mi (maior com 7)


Pentatônica de fá:

fá - sol# - lá# - dó - ré# - fá (menor)

fá – sol – lá – dó – ré – fá (maior)

fá - lá - lá# - dó - ré# - fá (maior com 7)


Pentatônica de sol:

sol - lá# - dó - ré - fá - sol (menor)

sol – lá – si – ré – mi – sol (maior)

sol - si - dó - ré -fá - sol (maior)


Pentatônica de lá:

lá - dó - ré - mi - sol - lá (menor)

lá – si – dó# - mi – fá# - lá (maior)

lá - dó# - ré - mi - sol - lá (maior)


Pentatônica de si:

si - ré - mi - fá# - lá - si (menor)

si - ré# -mi - fá# - lá - si (maior)


Pentatônica de fá#:

fá# - lá - si - dó# - mi - fá# - lá (menor)

fá# - lá# - si - dó# - mi - fá# (maior)


Pentatônica de dó#:

dó# - mi - fá# - sol# - si - dó# (menor)

dó# - fá - fá# - sol# - si - dó# (maior)



Pentatônica de ré#:

ré# - fá# - sol# - lá# - dó# - ré# (menor)

ré# - sol - sol# - lá# - dó# - ré# (maior)


Pentatônica de sol#:

sol# - si - dó# - ré# - fá# - sol# (menor)

sol# - dó - dó# - ré# - fá# - sol# (maior)


Pentatônica de lá#:

lá# - dó# - ré# - fá - sol# - lá# (menor)

lá# - ré - ré# - fá - sol# - lá# (maior)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dicas para o uso da palheta

 
 Existem basicamente três vertentes no que diz respeito a mecânica da palhetada. A primeira consiste em centrar os movimentos no pulso, ou seja, o centro de apoio é o próprio pulso. A segunda consiste em utilizar o antebraço, onde o centro de gravidade se dará no cotovelo. A última consiste em fazer movimentos circulares com os dedos. Caso você observe os vídeos de seus guitarristas favoritos, perceberá que há tantas maneiras bem sucedidas de palhetar quanto o número de guitarristas bem sucedidos. Lembre-se que a constituição física e os estilos são muito variados, sendo assim, existem soluções diferentes para cada situação.
 Tenha em mente que o tipo de música que você estiver tocando vai determinar a sua postura de palheta, ou seja, você não vai tocar um " groove " de funk com o mesmo enfoque de palhetar um " fast run " do Paul Gilbert . De qualquer forma seguem aqui algumas normas gerais:
 Permaneça relaxado; Pratique sempre a palhetada alternada ( nunca repita a direção da palhetada ); Algumas pessoas apoiam sua mão direita ou antebraço em algum lugar para guiá-las, outras não. Se for utilizar o apoio não o faça de maneira desleixada. Encontre o local certo como a borda da ponte por exemplo. Experimente as posições de palhetar e perceba como estas vão influenciar crucialmente o seu som. Ao palhetar perto da ponte você obterá um som mais "brilhante", já o ataque próximo da escala lhe dará um som mais encorpado, a exemplo de Frank Zappa, cujo estilo peculiar de tocar sobre a escala da guitarra lhe dava um som bem " gordo " , apesar de perder um pouco da sua definição; A forma com que você ataca a corda é muito importante, podendo ser um ataque bem frontal  (perpendicular) ou angular; Seja econômico com os movimentos de suas mãos. Quanto menores os movimentos, maior a velocidade e precisão; Você não tem que segurar a palheta com muita força entre seus dedos. Somente uma leve pressão para deixá-la fixa é o suficiente; Palhetas muito finas geralmente não são muito boas para palhetadas rápidas. Elas não voltam à sua forma plana rápido o suficiente depois que uma corda é palhetada. Essas palhetas mais finas (de 0.15 a 1.0) normalmente são usadas para sons acústicos e mais despojados, dando-lhes uma sonoridade mais "brilhante". As palhetas mais grossas (de 1.0 a 3.0) dão uma sonoridade grave e encorpada. Devido à sua firmeza são ideais para técnica e velocidade. 

  As palhetas são fabricadas de vários materiais como :

Metacarbonato - Têm boa durabilidade, muito semelhantes com as de plástico comum;

Nylon - Normalmente são finas, produzem um "clique" peculiar ao tocar;

Delrin - Geralmente são mais porosas e desta forma aderem mais aos dedos;

Materiais exóticos - metal, prata, ágata, osso, madeira ,etc.

 Não se esqueça que desde a escolha da palheta até a forma de tocar deve ser um processo totalmente pessoal, fazendo com que você alcance seu próprio estilo desde os primeiros estágios.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Acordes Relativos


  Popularmente diremos que acordes relativos são acordes que possuem o som parecido com o de outro acorde. Existem alguns acordes que exigem mais prática e habilidade para serem feitos rapidamente, alguns usam pestana outros exigem uma abertura de dedo muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes no estudo do violão ou da guitarra querem evitar! Este acordes podem ser substituídos pelos seus respectivos acordes relativos. Como os acordes maiores são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA (notas da escala maior), os que possuam a terça e a quinta iguais são chamados de relativos. Note que a primeira nota nunca será igual, pois seria o mesmo acorde.
  Abaixo temos os acordes maiores e seus acordes relativos menores:

   A    F#m
   B    G#m
   C    Am
   D    Bm
   E    C#m
   F    Dm
   G    Em


Em termos práticos podemos variar uma progressão de acordes, trocando alguns dos acordes maiores por seus relativos menores. Não só os acordes,  mas também as escalas maiores tem suas relativas menores, como exemplo: A escala de Lá Menor é relativa da escala de Dó Maior. Pratique no seu violão ou na sua guitarra todos os acordes naturais e seus relativos e procure perceber a semelhança na sonoridade, faça este estudo também com as escalas, pois com certeza, isto será muito importante para o seu desenvolvimento musical.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pequeno estudo básico sobre escalas

Escalas:

 - Pentatônica
 - Maior
 - Menor
 - Harmônica
 - Melódica

Escala é uma sucessão de sons que se distribuem em tons e semitons. É muito importante o estudo das escalas, pois ele contribui para o desenvolvimento auditivo, o desenvolvimento mecânico das mãos e a compreensão das posições das notas em todo o braço. Devemos ter em mente que toda melodia está baseada sempre em algum tipo de escala.

Introdução à Pentatônica

O que é Pentatônica?
- Pentatônica é o nome de uma escala formada por cinco notas, original do blues que, por ser formada de cinco notas leva esse nome.

Para que é usada? Por que estuda-la?
- É usada na criação de solos e riffs nos mais diversos campos do rock, desde o blues até o metal. É interessante você estudar a escala pentatônica pois ela é muito usado hoje em dia, compreendendo essa escala você saberá de onde famosos guitarristas criam os solos e poderá criar seus próprios solos e licks.

Iniciação

    Vamos começar a chamar as escalas pentatônicas de "pentas", pois é um termo abreviado e bastante usado, bem para começarmos é necessário saber que existem penta menor e penta maior, porém a mais conhecida e praticada é a menor. Isso já é o necessário para que você comece a estudar a escala pentatônica, é importante salientar que para que esse estudo comece o ideal é o praticante já ter alguma iniciação no instrumento.

Pentatônica Menor

 Escalas Pentatônicas Menores
Formação das Pentatônicas Menores:
Tonica, 3ªm, 4ªjusta, 5ª e 7ªm.

Vejamos o exemplo da Penta Menor de A(lá):
Tonica: A(lá)
3ªm: C(dó)
4ªjusta: D(ré)
5ª: E(mí)
7ªm: G(sol)

Ficando no braço do instrumento da seguinte forma:

e--------------------------5-8-
B---------------------5-8------
G----------------5-7-----------
D-----------5-7----------------
A------5-7---------------------
E-5-8--------------------------

  A C D E  G A C D  E G A C
OBS: Repare que as notas se repetem até acabar as cordas.

Para achar a penta de outra nota basta repetir o processo.
Vejamos o exemplo da pentatônica de E{mí):
Tonica: E(mí)
3ªm: G(sol)
4ªjusta: A(lá)
5ª: B(sí)
7ªm: D(ré)

Ficando no braço do instrumento da seguinte forma:

e--------------------------0-3-
B---------------------0-2------
G----------------0-2-----------
D-----------0-2----------------
A------0-2---------------------
E-0-3--------------------------

  E G  A B D E G A B D  E G
OBS: Repare que, novamente, as notas se repetem até acabar as cordas.


Pentatônica Maior

As pentatônicas maiores nada mais são do que as pentas menores um tom e meio mais graves, vejamos o exemplo da penta maior de A(lá):

e--------------------------2-5-
B---------------------2-5------
G----------------2-4-----------
D-----------2-4----------------
A------2-4---------------------
E-2-5--------------------------

 F# A B C# E F# A B C# E F# A

Neste caso muda a formação:
Tonica: A(lá)
6ªM: F#(fá sustenido)
2ªM: B (sí)
3ªM: C# (dó sustenido)
5ª: E (mí)


Desenhos da Pentatônica

Mas a pentatônica não retém-se apenas a 1 desenho no braço do instrumento, você pode obter ainda mais quatro formações da mesma penta, basta alterar a sequência das notas de sua formação, vamos tomar por exemplo novamente a pentatônica de Am(lá), cuja a formação é A(lá), C(dó), D(ré), E(mí), G(sol). Para obter o segundo desenho basta alterar a sequência das notas, dessa maneira: C(dó), D(ré), E(mí), G(sol), A(lá), fazendo isso você alterá a posição da escala, porém, continuará exercendo a escala de  Lá ,só que em outro desenho, vejamos no braço do instrumento:
Obs: Para tirar outros desenhos da Penta Maior faça da mesma forma:

Segundo desenho Penta Menor de A(lá)
e------------------------------8-10-
B------------------------8-10-------
G-------------------7-9-------------
D-------------7-10------------------
A-------7-10------------------------
E-8-10------------------------------

  C D   E G   A C   D E G A   C D
repare que onde começa o segundo desenho é exatamente onde acaba o primeiro.

Para obter o 3º, 4º e 5º desenhos basta continuar alterando a formação das notas, vejamos:
OBS: Repare que em todos eles onde acaba um começa o outro.

Terceiro desenho Penta Menor de A(lá)D(ré), E(mí), G(sol), A(lá) e C(dó)
e-----------------------------------10-12-
B----------------------------10-13--------
G----------------------9-12---------------
D---------------10-12---------------------
A--------10-12----------------------------
E-10-12-----------------------------------

 Quarto desenho Penta Menor de A(lá)
E(mí), G(sol), A(lá) e C(dó) e D(ré)
e------------------------------------12-15-
B-----------------------------13-15--------
G----------------------12-14---------------
D---------------12-14----------------------
A--------12-15-----------------------------
E-12-15------------------------------------

 Quinto desenho Penta Menor de A(lá)
G(sol), A(lál), C(dó), D(ré) e E(mí)
e------------------------------------15-17-
B-----------------------------15-17--------
G----------------------14-17---------------
D---------------14-17----------------------
A--------15-17-----------------------------
E-15-17------------------------------------

Escala Maior
Maior natural de A

E-----------------------------------4-5-7--
B------------------------------5-7---------
G-----------------------4-6-7--------------
D----------------4-6-7---------------------
A---------4-5-7----------------------------
E--4-5-7-----------------------------------

Fórmula da escala: Tônica, 2ªM, 3ªM, 4ªJ, 5ªJ, 6ªM e 7ªM

Escala Menor
Menor Natural de A(lá):
E------------------------------------------5-7-8--
B----------------------------------5-6-8----------
G--------------------------5-7-9------------------
D------------------5-7-9--------------------------
A----------5-7-8----------------------------------
E--5-7-8------------------------------------------

Fórmula da Escala: Tônica, 2ªM, 3ªm, 4ªJ, 5ªJ, 6ªm e 7ªm

Escala Menor harmônica
Menor Harmônica de A(lá):

E------------------------------------------5-7-8--
B----------------------------------5-6-9----------
G--------------------------5-7-9------------------
D------------------6-7-9--------------------------
A----------5-7-8----------------------------------
E--5-7-8------------------------------------------

Fórmula da Escala: Tônica, 2ª, 3ªm, 4ªJ, 5ªJ, 6ªm e 7ªM

Escala Menor Melódica
Menor Melódica de A(lá):
E------------------------------------------5-7-8--
B----------------------------------5-7-9----------
G--------------------------5-7-9------------------
D------------------6-7-9--------------------------
A----------5-7-9----------------------------------
E--5-7-8------------------------------------------

Fórmula da Escala: Tônica, 2ªM, 3ªm, 4ªJ, 5ªJ, 6ªM e 7ªM


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Slide com Palheta

 Pick Slides são usadas com guitarra elétrica com amplificação para produzir um som alto e arranhado. Para produzir esse som, pegue a parte de trás da sua palheta e começe perto da ponte, perto dos captadores. Esfregue sobre a corda deslizando até o início do braço da guitarra e você irá produzir um som arranhado. Esta técnica é melhor realizada com as cordas mais grossas.

Experimente com a Corda E.

E -----------------------------------------
B -----------------------------------------
G -----------------------------------------
D -----------------------------------------
A -----------------------------------------
E ---------X \ ---------------------------

 Não haverá notas pressionadas na escala. Use a sua mão esquerda para segurar o braço da guitarra e a sua mão direita para deslizar a palheta sobre a corda. Você tem que usar um movimento rápido quando fizer o pick slide. Realmente, não há regras sobre aonde começar e parar no braço da guitarra. Faça o que soar melhor para você.

Aviso: Esta técnica irá detonar a sua palheta em um curto espaço de tempo. Tente usar uma palheta pesada para melhores resultados.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Como estudar guitarra

  Estudar música ou determinada técnica, requer atenção, concentração, paciência e regularidade! O que você acha que te deixaria em forma? Jogar futebol 5 horas seguidas no domingo ou três vezes por semana? Se você respondeu três vezes por semana, você acertou. Com a guitarra é a mesma coisa. Se você quer tocar alguma passagem, solo, ou base, que seja complexa, estude de forma lenta e gradativa. 
  Caso seja um solo, divida-o em varias partes, ou estude-o por frases, até que as mesmas estejam soando da forma correta, pois a sonoridade é muito importante. Tocar o instrumento várias horas por dia, sem disciplina e objetivo, não trará resultado algum, por isso organize seu estudo. 
 Reserve um horário do seu dia para estudar e depois do conteúdo estudado, se divirta com o instrumento. Existem várias formas de deixar o estudo dinâmico e interessante, motivando-nos a estudar com dedicação. Abaixo vão algumas dicas de como organizar seu estudo. 
Como estudar? 
Para se concentrar, um lugar que seja ventilado, tranqüilo e silencioso é essencial. Organize o conteúdo que você quer estudar (como no exemplo da tabela abaixo). 

Dia da semana: 
Segunda Conteúdo Técnico: Palhetada (30 min.), Ligados (30 min.)Demais Itens de Estudo: Repertório (30 min.), Audição (30 min.) 
Dia da semana: 
Terça Conteúdo Técnico: Vibratos (30 min.), Bends (30 min.)Demais Itens de Estudo: Interpretação (30 min.), Audição (30 min.) 
Dia da semana: 
Quarta Conteúdo Técnico: Slides (30 min.), Tapping (30 min.)Demais Itens de Estudo: Leitura (30 min.), Audição (30 min.) 
Dia da semana: 
Quinta Conteúdo Técnico: Sweep Picking (30 min.), Alavancadas (30 min.)Demais Itens de Estudo: Criação (30 min.), Audição (30 min.) 
Dia da semana: 
Sexta 
Conteúdo Técnico: String Skiping (30 min.), Harm Artificiais (30 min.) Demais Itens de Estudo: Repertório (30 min.), Audição (30 min.) 

Sweep Picking: técnica que utiliza a palheta em uma única direção com a finalidade de produzir uma grande quantidade de notas rapidamente, ou facilitar a passagem de uma corda para outra. 

String Skiping: é o salto de cordas, ou seja, ao invés de palhetar ou ligar as notas em cordas seguintes, pulamos a corda. Saltamos da corda si para a corda ré, por exemplo. 

Harmônicos Artificiais: temos basicamente 2 tipos. Um é feito através do choque entre o dedo e a palheta sobre a corda, e o outro é conseguido através do toque sobre o traste correspondente a nota oitavada da qual você está tocando.

Repertório: pegue qualquer peça que tenha vontade de tocar e estude-a. Pode ser música, riff, solo, etc. 

Interpretação: não importa o que você vai tocar e sim como vai 'interpretar', 

Criação: crie um riff, solo, exercício com o conteúdo estudado. Se concentre naquilo que estiver estudando e sempre use um metrônomo, pois assim você tem um parâmetro para medir seu desenvolvimento. 

 Certifique-se de que a sua coluna não esteja torta, que suas mãos estejam nas posições corretas e relaxe, com tensão os resultados não serão alcançados. Tenha paciência! Aumente a dificuldade e depois passe para outro tópico da lista. Estude cada tópico de 15 a 30 minutos e depois mude, assim você fica menos entediado e cobre um conteúdo muito maior. E por último, estude com regularidade, assim você tocará muito melhor. 
 Obs.: a tabela acima é um roteiro de estudo de 2 horas diárias, que permite ao estudante se concentrar melhor em cada tópico/técnica especifico/a, trazendo resultados muito mais rápidos! Você não precisa seguir este modelo! Crie o seu próprio roteiro de estudo e faça o seu tempo render da forma que achar melhor, o importante é estudar com atenção e dedicação.

Habilidade e Velocidade

  Uma coisa que separa os bons guitarristas dos péssimos e ter boa habilidade nos dedos e sons limpos.É importante para o guitarrista iniciante ou intermediário praticar técnicas que irão aumentar a habilidade dos dedos. Abaixo estão algumas técnicas que irão fazer melhorar a habilidade e velocidade dos dedos. Abaixo está um exercício básico para treino. Ele pode ser um pouquinho entediante. Mas, assegure-se de tocar as notas limpas e no tempo. Comece estudando vagarosamente. O objetivo é dar força na digitação e você tem que começar devagar para conseguir isto. Aumente a velocidade aos poucos até você conseguir tocar em uma velocidade razoável. Toque descendo e subindo no braço da Guitarra. 

---------------------------------------------------------------1-2-3-4- 
-----------------------------------------------------1-2-3-4----------- 
------------------------------------------1-2-3-4----------------------
----------------------------1-2-3-4------------------------------------ -
-------------1-2-3-4-------------------------------------------------- 
-1-2-3-4--------------------------------------------------------------- 

 O próximo exercício é similar, somente tem um desenho diferente. Assegure-se de usar os 4 dedos e que os sons extraídos sejam limpos (sem chiados).

  -1-4-2-3---------------------------------------------------------------- 
------------1-4-2-3----------------------------------------------------- -
------------------------1-4-2-3---------------------------------------- 
-------------------------------------1-4-2-3----------------------------
---------------------------------------------------1-4-2-3-------------- 
----------------------------------------------------------------1-4-2-3- 

 Abaixo está um riff simples para praticar sempre, subindo e descendo na escala da Guitarra.

  --------------------------------------------------------------- 
--------------------------------------------------------------- 
----------6-7-9-7-6-----------6-7-9-7-6---------------------- 
---7-9------------------9-7-9--------------------------------- 
--------------------------------------------------------------- 
--------------------------------------------------------------- 

 A partir do momento que você ganhar habilidade nos dedos, você estará preparado para começar a estudar Escalas e Modos. Abaixo um modo simples.

  --------------------------------------------------12-13-15---
-------------------------------------12-13-15---------------- 
----------------------------12-13--------------------------- - 
--------------12-14-15--------------------------------------- 
-12-14-15---------------------------------------------------- 
-------------------------------------------------------------- 

 Agora vamos brincar um pouco. Perceba o desenho usado. Você pode usá-lo em todas as escalas e modos. Isto funciona para ganhar velocidade e habilidade nos dedos. 

---------------------------------------------------------------------- 
---------------------------------------------------------------------- 
---------------------------------------------------------------------- 
-------------12----------12-14-----12-14-15--12-14-15--------
-12-14-15----14-15---------15-----------------------------------
---------------------------------------------------------------------- 

  ----------------------------------------------------------------------- 
------------------------------------12----------12-13---------------- 
--12---------12-14-----12-14----12-14----------14---------------- 
-------14-15-------15----------------------------------------------- 
----------------------------------------------------------------------- 
----------------------------------------------------------------------- 

  ------------------------------12----------12-13-----12-13-15------ 
-12-13-15--12-13-15------13-15----------15---------------------- 
-----------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------------------- 
----------------------------------------------------------------------- 
----------------------------------------------------------------------- 

 Você também pode tocar de trás para frente. É bom tocar essa sequência como aquecimento dos dedos. Assegure-se de fazer um aquecimento antes de tocar uma longa "jam session". Faça o aquecimento com os exercícios acima, ou praticando escalas. Estes exercícios podem trazer grandes benefícios se os mesmos forem praticados corretamente.

Trocando as cordas do instrumento

   Quando você for trocar as cordas da sua guitarra tenha em mente o seguinte: as cordas esticadas aplicam um certo esforço no instrumento que forçam o braço a se curvar. Para compensar isso, existe uma barra de metal dentro do instrumento chamado TENSOR que permite que se ajuste a curvatura do braço para mais ou para menos. Esse tipo de ajuste é delicado e o ideal é que esse serviço seja feito por um Luthier especializado. Por isso você deve evitar tirar todas as cordas do instrumento ao mesmo tempo. Se você fizer isso, a curvatura do braço vai se alterar, afetando a regulagem do instrumento. Aí você pode estra imaginando: mas na hora que eu colocar as cordas de novo o braço volta para a sua curvatura anterior, certo? Infelizmente não funciona desse jeito. A guitarra é feita basicamente de madeira, que é um material bastante temperamental e pode ser afetado por diversos fatores diferentes, como temperatura e umidade por exemplo.    Se você ainda não ficou convencido faça esse teste: afine uma corda da guitarra e memorize bem o jeito que a tarraxa ficou posicionada. Agora, solte a corda dando umas três ou quatro voltas na tarraxa. Volte a apertar a corda de modo que a tarracha fique na posição que você tinha memorizado e verifique a afinação da corda. Nove entre dez vezes a corda não vai estar afinada. 
  Se for possível, evite também ficar variando de marca de encordoamento .Procure escolher o tipo que mais lhe agrada, leve seu instrumento para uma regulagem em um Luthier de confiança e não mude mais de marca e modelo. Por exemplo: se você prefere usar cordas D Addario XL140, toda vez que for trocá-las compre SEMPRE D Addario XL140. Se você colocar outra marca, aquela regulagem que você pagou uma grana pra fazer pode não valer mais nada. 
  Então quando for trocar as cordas da sua guitarra faça a troca uma corda de cada vez e certifique-se que a corda esteja afinada corretamente antes de trocar a próxima. Guitarras com ponte tipo Floyd Rose são problemáticas para trocar as cordas porque o sistema é flutuante. Isso quer dizer que a alavanca não tem um ponto de descanso como nas pontes tipo Fender onde a alavanca fica apoiada na madeira do instrumento quando não está sendo usada. As Floyd tanto podem ser apertadas como puxadas. Quando você solta uma corda, as outras cordas restantes tem que agüentar o esforço a mais gerado pelas molas da alavanca. Então você corre o risco de estourar uma corda durante a troca e dar prejuízo pro seu bolso. Uma solução interessante é você colocar um calço na alavanca antes de soltar a corda. Pode ser um pedaço de plástico fino e resistente ou um papelão duro ou então pode fazer como eu fiz: usei uma cartolina dobrada e colada com fita adesiva.