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terça-feira, 23 de abril de 2019

Segredos do bom guitarrista


É claro que algumas pessoas têm mais facilidade em aprender um instrumento do que outras, mas uma coisa que todo bom músico tem em comum são muitas horas de estudo. Não existe formula mágica, procure um bom professor e acima de tudo estude, estude, estude! Outra coisa importante é saber que sempre há muito o que aprender com os outros. Humildade é essencial para se desenvolver como músico. A seguir, algumas dicas práticas para chegar lá:

1) Ouça muita música – Compre um bom fone de ouvido, vá para o seu quarto, apague a luz e ouça com atenção.
2) Ouça de tudo – Não tenha preconceito com algum estilo musical, amplie seus horizontes. Existe música boa e música ruim em qualquer estilo.
3) Invista no seu equipamento – É melhor você ter apenas uma boa guitarra, um bom amplificador e um bom pedal delay do que ter um monte de equipamento ruim que só vai te dar dor de cabeça.
4) Estude, estude, estude – Procure um bom professor, bons métodos, frequente cursos e workshops etc.
5) Divirta-se – Nada disso faz sentido se tocar guitarra não for algo prazeroso!


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O Capotraste

  

  O Capotraste é um dispositivo para mudar a tonalidade que você prende no braço de sua guitarra ou seu violão, próximo ao traste, da mesma forma com que você pressiona uma nota. Isso tem o efeito de deslocar a pestana (ou "traste zero") mais para cima no braço da guitarra ou violão. Alguns guitarristas pensam que usar um capotraste é roubar no jogo, mas não se pode ignorar que músicas muito boas foram gravadas com essa "pequena grande" ferramenta. Capotrastes são utilizados com mais frequência por guitarristas solistas para mudar sequências de acordes abertos para um tom mais alto, tanto para o benefício de um vocalista, como para simplesmente fazer a guitarra ou violão soar com mais clareza e com menos peso quando se toca alternando acompanhamentos de base. 



  Muitos músicos de bluegrass, country e música popular tocam sempre com um capotraste, cantores e compositores como Bob Dylan e James Taylor também o usaram em muitas músicas famosas. Capotrastes estão disponíveis para violões e guitarras acústicas e elétricas, por isso vale a pena pedir um conselho na sua loja de instrumentos local, para ter certeza de qual é o tipo certo para o seu instrumento antes de comprá-lo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Guitarras para guitarristas canhotos

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  O guitarrista canhoto tem mais um dilema a enfrentar. É melhor comprar um instrumento para canhotos desde o início, ou simplesmente aprender a tocar com a mão direita e desfrutar da variedade maior de instrumentos musicais disponíveis para destros? Como a mão que pressiona as cordas no braço da guitarra é muito importante (e essa seria a mão direita de um guitarrista canhoto) muitos canhotos simplesmente optam por tocar uma guitarra para destros. Afinal, se não existe, por exemplo, um piano para canhotos, porque seria tão ruim tocar uma guitarra para destros? Só você pode responder a essa pergunta. No entanto, certamente você deveria experimentar algumas guitarras para destros e para canhotos em alguma loja de instrumentos antes de tomar sua decisão. Não se preocupe se você ainda não consegue tocar nada; sente-se com o instrumento e toque um par de cordas soltas. Se você sentir que a guitarra para canhotos é mais natural de segurar, então siga o seu instinto. 

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Adaptando uma guitarra para destros.

  Jimi Hendrix imortalizou a imagem de uma guitarra para destros de cabeça para baixo com as cordas reorganizadas, mas isso pode trazer diversos problemas de entonação e afinação. O corte do corpo de uma guitarra elétrica também estará do lado errado do braço, tornando o acesso as notas altas do braço mais difícil.
  Há também alguns guitarristas (geralmente autodidatas) que aprendem tocar guitarra para destros virada de cabeça para baixo sem reordenar as cordas. Embora essa seja a opção menos recomendada para guitarristas canhotos, serve para ilustrar que não há regras rígidas.
  No longo prazo, pode ser muito menos problemático comprar uma guitarra para canhotos, todos os componentes-chave (ou seja, a ponte, o tensor, o corpo e o braço) já estão invertidos para garantir que o instrumento seja confortável para tocar e que permanecerá afinado. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A mão da palheta



   A mão que usa a palheta gera volume, determina se uma única corda ou todo o acorde é tocado e, essencialmente, rege o ritmo. A maior parte dos guitarristas de rock e blues usa palheta para maior velocidade, volume e definição, geralmente denominada “ataque”, enquanto guitarristas acústicos tendem a usar o polegar e os dedos para versatilidade e toque de acordes. Outros as duas, usando palheta e um ou mais dedos, técnica conhecida como “palheta híbrida”. O posicionamento e a utilização da mão que usa a palheta corretamente irão maximizar sua habilidade em atingir as notas que precisa para tocar. Veja abaixo, algumas das posturas básicas da mão que usa a palheta.

Segurar a Palheta.

   Segure a palheta entre o polegar e o dedo indicador, expondo 3- 6mm da ponta. Não segure com muita força e tente manter a mão relaxada.


Palhetar Notas.

  Descanse levemente a palma da mão na ponte, mantendo os dedos livres, relaxados. Coloque a palheta para toques mais leves, mantenha-a mais fixa para maior volume.


Tocar os Acordes.

  Ao tocar passagens com os acordes prolongados, é melhor que levante a mão e descanse um ou dois dedos levemente no corpo da guitarra para estabilizar os movimentos da mão.


Palhetada Híbrida

   Ao usar a palheta e os dedos para palhetar os acordes (palhetada híbrida), tente deixar a mão “flutuar” para que ela não descanse no corpo ou na ponte da guitarra.




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Causas de quebra de cordas


Excesso de tensão. Cordas de guitarra são projetadas para serem afinadas em uma altura padrão que é a afinação feita pelo diapasão. Elas resistem a uma afinação apenas um pouco superior sem se partir ou prejudicar o braço do instrumento.

Desgaste natural. Quanto mais velha uma corda, maior a possibilidade dela se partir. A perda de elasticidade, o desgaste, a ferrugem causada pelo suor dos dedos enfraquecem as cordas de aço.

O peso da mão direita. Muitas vezes as cordas se partem, devido a técnicas pesadas da mão direita. Instrumentistas de ritmo, especialmente os que têm toque pesado, arrebentam cordas com frequência.

Dobra na cordaUma dobra na corda pode causar um ponto fraco. Ao instalar cordas de aço é preciso ter cuidado para não dobrá-las.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Anatomia de uma guitarra

   Comparando com um violão feito à mão, a guitarra é um instrumento relativamente simples. Como o violão, ela tem o braço de madeira, mas seu corpo geralmente é sólido ao invés de oco, e tipicamente feito de madeira de lei rígida e durável, apesar de alguns instrumentos apresentarem metais ou plástico. O som produzido pelas melhores guitarras elétricas podem ser tão complexo e matizado quando o dos instrumentos acústicos.


 Como funciona – Resumo

   Sem o corpo ressonante oco, uma guitarra de corpo sólido não consegue produzir um som claramente audível. Porém, um ou mais “pickups”, também conhecidos como “captadores”, são montados na superfície superior do corpo, entre a escala e a ponte. Um sinal elétrico é gerado pelos captadores quando as cordas da guitarra vibram; esta corrente é levada por toda a guitarra através do amplificador, que a transforma em um som audível. As unidades de efeito que modificam o som, como os pedais fuzz e wah-wah, podem ser posicionadas entre a guitarra e o amplificador ou o amplificador pode incorporar uma variedade de efeitos que possam ser controlados através de um pedal. 

Captadores

   Um captador é uma imã envolto por uma bobina de fio de cobre. Quando as cordas se movimentam, o campo magnético é alterado, induzindo voltagem elétrica na bobina de cobre. Os designs antigos dos captadores de single coil possuíam um som claro e limpo, mas geravam um barulho indesejado ou um “zumbido” quando colocados perto de outros dispositivos elétricos. Na metade dos anos 1950, Seth Lover, engenheiro da Gibson, desenvolveu uma configuração de captadores que eliminava este efeito e a chamou “humbucker”.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sobre Improvisação


 Vamos tratar de um assunto muito legal para qualquer músico ou aspirante: a improvisação.

  O estilo mais aberto à improvisadores é sem dúvida o Jazz, pois além de dar espaço, a cada música a sua construção toda engloba muitos acordes e escalas diferentes.

  Já o Rock limita o uso dos mesmos. Há composições onde só uma escala (pentatônica) está em uso. Apesar de que  na maioria das vezes a guitarra é usada para músicas deste gênero.

  Músicos eruditos geralmente reclamam de não saberem improvisar. Isso é porque a partitura lhes gerou dependência e só tocam o que leem na frente. Pensando nisso, elaboramos algumas dicas importantes para fazer uma improvisação.

Aqui vão algumas dicas essenciais para você chegar lá:

·        Em seu instrumento não se limite a tocar sua frase musical sempre começando do grave para o agudo, use linhas melódicas que combinem movimento descendente e ascendente.

·        Não se restrinja ao registro médio ou à região mais confortável de seu instrumento, explore-o totalmente.

·        Não fique caçando notas. Memorize a escala a ser usada por toda a extensão do seu instrumento até tocá-la com naturalidade deixando sua mente livre para o desenvolvimento melódico.

·        Varie a dinâmica. Tem momentos para tocar mais fraco, mais forte, mais suave ou agressivo. Não toque sempre do mesmo jeito.

·        Use uma variedade de articulações (ligaduras bends, etc). Não toque sempre "staccato".

·        Concentre-se em ouvir mentalmente a nota antes de tocá-la. Isso requer antecipação e controle constante. Esta é a parte mais difícil, requer muito estudo, paciência e total controle do instrumento para que aquilo que você cantou na mente flua pela suas mãos.

·        Procure controlar tensão e resolução. Seu solo deve ser como uma história com começo e fim, deve ter um senso de direção. 


quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Guitarra Fender Telecaster


  O som elétrico chamou a atenção do público no inicio da década de 1940, em parte graças aos músicos de jazz que usavam guitarras semi acústicas de tampo abaulado para produzir um som envolvente, amplificado e fechado, que poderia manter-se contra o metal e a percussão das “big bands”. Mas não foi antes dos anos de 1950 que as guitarras elétricas sólidas ganharam proeminência com o lançamento de dois instrumentos de referência através de Leo Fender, um talentoso e experiente engenheiro. Com um único cutaway e um único captador na ponte, o modelo Esquire de Fender tinha um timbre agudo vigoroso que se adequava ao country a ao rock and roll primitivo.  Leo Fender também criou uma versão mais sofisticada com o mesmo formato de corpo, porém com um captador também no braço. Originalmente chamada de Broadcaster , foi renomeada para Telecaster em 1951, e assim, nascia um dos mais versáteis e duradouros modelos de guitarras.


  A Fender Telecaster apesar de ser um dos modelos mais antigos de guitarra, ainda é um dos instrumentos mais usados no mundo. Conhecida por seu tom brilhante, grande sustentação, design robusto e praticidade, a “tele” é particularmente adorada pelos músicos country pela clareza o som, similar a de um sino.

Captador na ponte

  O captador inclinado na ponte da Telecaster é conhecido por seu timbre agudo e metálico.

Principais atributos.

  • Clareza de som
  • Excelente tocabilidade
  • Excelente instrumento de trabalho
  • Um ícone do design do século XX 


segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Técnica do Bend

Bend é uma técnica no qual você levanta ou abaixa a corda do instrumento para chegar em outra nota. Quando curvamos a corda, a nota que era tocada tem sua afinação mudada, elevada a uma nota mais aguda. Você pode tocar bends de ¼, ½, 1, 1 ½, 2 tons, o quanto você e principalmente suas cordas aguentarem.
Essa técnica é muito usada na guitarra moderna, pois dá ao guitarrista um caminho adicional para expressar suas idéias. Sem a habilidade para conseguir essa textura mais ligada do bend, nosso instrumento passa a reagir de forma mais estática, como se fosse um piano. Por isso existe no meio da guitarra, a expressão solo "pianístico", ou seja o guitarrista tocou o solo sem tocar uma técnica que diferencie instrumentos de corda com os de tecla, ele só tocou as notas sem utilizar bend, tapping, hammer-on, pull-offs, alavancadas, etc.

Para um bom bend, é necessário três coisas: limpeza, afinação e segurança. Afinação para que a nota que você chegara utilizando o bend afine com o acorde tocado na harmonia. Os grandes mestres dessa técnica são conhecidos por sua afinação precisa independente de velocidade ou região do braço da guitarra, mas isso leva um pouco de tempo para seu ouvido começar a perceber quando está desafinado e quando não. Limpeza para que você não toque outras cordas ao tocar um bend, isso faz com que a nota desejada fique sem definição. Segurança, pode se dizer que afinação e limpeza estão diretamente ligados a segurança que você tem ao dar um bend. Um bend tímido geralmente desafina e sai meio sujo, então, agarre as cordas e levante com toda certeza do mundo.
Em sua execução são importantes alguns conceitos básicos. Primeiro, para executar um bend, é necessário colocarmos o polegar em cima do braço, nos ajudando a fazer uma alavanca para levantar a corda. Dependendo do dedo com que você fará o bend sua forma de faze-lo será diferente. Sempre costumamos "ajudar" o dedo que está levantando a nota com os demais atrás, por exemplo, se estamos levantando a corda com o dedo 3, devemos colocar o dedo 2 e o dedo 1, cada um em uma casa anterior a casa onde foi executado o bend. Com o dedo 4, atrás teremos dedo 3, 2 e 1. Com o 2, o dedo 1. É comum também deixar o dedo 1 levantado verticalmente as cordas, isso ajuda na limpeza, abafando as cordas indesejadas ou então se você tiver uma "mãozona", pode abafar as cordas com o polegar por cima do braço. Para fazer um bend com o dedo 1, é necessário abusar ainda mais do polegar em cima do braço do instrumento, porque ele vai dar o apoio necessário para você executar o bend.

Principais tipos de Bend

Bend - O bend simples consiste em levantar ou abaixar a corda partindo de uma nota para atingir o som de outra.
Bend - Release - É o tipo de bend no qual após a chegada na nota desejada você volta a nota de origem.
Pré-Bend - Também conhecido como Reverse Bend, consiste em puxar a corda e só depois palhetar, dando a impressão de um bend ao contrário, como se ele fosse do agudo para o grave. É importante o domínio dos bends básicos para utilizarmos o Pré-Bend, porque você antes de tocar já tem que saber o quanto vai levantar.
Bend em Uníssono - Esse é um tipo de bend muito usado. Consiste em dar o bend junto com outra nota em uma corda diferente e afinar o bend de acordo com a nota mais aguda, até chegar na igualdade dos sons, uníssono.
Bend Duplo - O bend duplo dá uma temperada em qualquer solo, fazendo com que o mesmo fique com uma pegada "animal". Consiste em esticar duas cordas ao mesmo tempo. 

Fonte: O Básico da Guitarra


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dicas para o uso da palheta

 
 Existem basicamente três vertentes no que diz respeito a mecânica da palhetada. A primeira consiste em centrar os movimentos no pulso, ou seja, o centro de apoio é o próprio pulso. A segunda consiste em utilizar o antebraço, onde o centro de gravidade se dará no cotovelo. A última consiste em fazer movimentos circulares com os dedos. Caso você observe os vídeos de seus guitarristas favoritos, perceberá que há tantas maneiras bem sucedidas de palhetar quanto o número de guitarristas bem sucedidos. Lembre-se que a constituição física e os estilos são muito variados, sendo assim, existem soluções diferentes para cada situação.
 Tenha em mente que o tipo de música que você estiver tocando vai determinar a sua postura de palheta, ou seja, você não vai tocar um " groove " de funk com o mesmo enfoque de palhetar um " fast run " do Paul Gilbert . De qualquer forma seguem aqui algumas normas gerais:
 Permaneça relaxado; Pratique sempre a palhetada alternada ( nunca repita a direção da palhetada ); Algumas pessoas apoiam sua mão direita ou antebraço em algum lugar para guiá-las, outras não. Se for utilizar o apoio não o faça de maneira desleixada. Encontre o local certo como a borda da ponte por exemplo. Experimente as posições de palhetar e perceba como estas vão influenciar crucialmente o seu som. Ao palhetar perto da ponte você obterá um som mais "brilhante", já o ataque próximo da escala lhe dará um som mais encorpado, a exemplo de Frank Zappa, cujo estilo peculiar de tocar sobre a escala da guitarra lhe dava um som bem " gordo " , apesar de perder um pouco da sua definição; A forma com que você ataca a corda é muito importante, podendo ser um ataque bem frontal  (perpendicular) ou angular; Seja econômico com os movimentos de suas mãos. Quanto menores os movimentos, maior a velocidade e precisão; Você não tem que segurar a palheta com muita força entre seus dedos. Somente uma leve pressão para deixá-la fixa é o suficiente; Palhetas muito finas geralmente não são muito boas para palhetadas rápidas. Elas não voltam à sua forma plana rápido o suficiente depois que uma corda é palhetada. Essas palhetas mais finas (de 0.15 a 1.0) normalmente são usadas para sons acústicos e mais despojados, dando-lhes uma sonoridade mais "brilhante". As palhetas mais grossas (de 1.0 a 3.0) dão uma sonoridade grave e encorpada. Devido à sua firmeza são ideais para técnica e velocidade. 

  As palhetas são fabricadas de vários materiais como :

Metacarbonato - Têm boa durabilidade, muito semelhantes com as de plástico comum;

Nylon - Normalmente são finas, produzem um "clique" peculiar ao tocar;

Delrin - Geralmente são mais porosas e desta forma aderem mais aos dedos;

Materiais exóticos - metal, prata, ágata, osso, madeira ,etc.

 Não se esqueça que desde a escolha da palheta até a forma de tocar deve ser um processo totalmente pessoal, fazendo com que você alcance seu próprio estilo desde os primeiros estágios.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Técnicas

 
Ligaduras (Legato)

 É a ligação de som que aparece entre uma nota fixa e uma nota solta. Também conhecida como legato, é uma técnica amplamente empregada em aranjos e solos. Existem basicamente dois tipos de ligaduras: uma ascendente e outra descendente, conhecidas respectivamente como Hammer-on e Pull-of.

Hammer-on (h)

 Consiste basicamente em tocar uma nota e fazer a outra soar sem auxílio da mão direita. A nota ligada será martelada com um dedo da mão esquerda. Esta nota que vai soar depois da primeira, vai estar sempre na mesma corda é em qualquer uma casa acima (ligadura ascendente).

Abaixo temos um exemplo de aplicação de hammer-ons feito sobre uma escala pentatônica.
   e:|--------------------8h10--12----------------|
   B:|--------------8h10---------------------------|
   G:|---------7h9---------------------------------|
   D:|---7h10--------------------------------------|
   A:|-----------------------------------------------|
   E:|-----------------------------------------------|

    Di:   1 4   1 3  2  4  2  4   4

Execução

 Para executar o trecho acima, siga a digitação da mão esquerda representada por "Di". Toque a nota da corda (D) 7ª casa com o dedo 1, a nota da 10ª casa será obtida através de uma martelada com o dedo 4. A martelada deve ser feita sem soltar o dedo 1 da 7ª casa.  Depois temos uma ligadura na corda (G) 7ª casa ligada com a 9ª casa, a martelada agora é feita com
o dedo 3. As outras ligaduras serão executadas da mesma forma.


Representação

 Na tablatura acima temos quatro ligaduras do tipo "Hammer-on", representadas pela letra "h". Note que o primeiro número antes do "h" é sempre inferior ao segundo (ligadura para cima).
 Em outras formas de representação em tablaturas, encontraremos as ligaduras representadas pelo símbolo (_) entre dois ou mais números. Neste formato não temos indicado o tipo de ligadura (hammer-on ou pull-of).

Abaixo temos outro exemplo de aplicação de hammer-ons feito sobre a escala maior de G.
   e:|--10_12--8_10--7_8--5_7--3_5--2_3_2_0--|
   B:|-------------------------------------------------|
   G:|-------------------------------------------------|
   D:|-------------------------------------------------|
   A:|-------------------------------------------------|
   E:|-------------------------------------------------|
   
   Di:   1  3  1  3  1 2  1 3  1 3  1 2 1 

Analisando o exemplo acima, nota-se no trecho final (2_3_2_0) um conjunto de ligaduras, onde (3_2_0) são descendentes (Pull-of).


Pull-of (p)

 Pull-off é de certa forma o inverso de um hammer-on, consistem em soltar rapidamente uma nota fazendo com que a mesma soe solta ou apertada em um traste anterior, sem auxílio da mão direita. Esta nota que vai soar solta, vai estar sempre na mesma corda é em qualquer uma casa abaixo (ligadura descendente).

Neste exemplo temos a aplicação de pull-ofs feito sobre uma escala pentatônica.
   e:|---10p8--------------------------------------|
   B:|--------10p8---------------------------------|
   G:|-------------9p7------7----------------------|
   D:|------------------10--------------------------|
   A:|-----------------------------------------------|
   E:|-----------------------------------------------|

   Di:   4 2  4 2  3 1  4   1

Para executar o trecho acima siga a digitação da mão esquerda representada por "Di". Para executar (10p8) o dedo 2 da mão esquerda deve estar posicionado na 8ª casa, toque a nota da corda (e) 10ª casa (pressionada pelo dedo 4) é puxe soltando a nota com o mesmo dedo. O importante é sempre estar com o dedo da nota anterior posicionado.


Representação

Na tablatura acima temos três ligaduras do tipo "Pull-of", representadas pela letra "p". Note que o número antes do "p" é sempre superior (ligadura para baixo).


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Curiosidades sobre a guitarra

         A Afinação das cordas varia com a temperatura.                              
 As cordas dos violões antigos eram feitas de tripas de ovelha.
Afinações abertas são aquelas onde as cordas soltas soam como um acorde.

 O Korn popularizou a guitarra de 7 cordas.

- A alavanca com trava da Floyd Rose foi criada em 1982.
- A DiMarzio foi a 1ª a fabricar captadores de alta potência.
- A Peavey se inspirou na tecnologia dos fabricantes de armas para fabricar guitarras melhores e mais baratas em 1976.

- A Ernie Ball foi a 1ª a lançar cordas próprias para bends.

- O captador humbucker foi criado para não produzir chiados.
- Em 1860, surgiram as primeiras cordas de aço para violão.
- Nos anos 30, a Gibson foi a 1ª líder do mercado de guitarras.

- Antes da guitarra elétrica, foi criado o violão Ressonator, que amplificava o som através de um cone alto-falante de alumínio.

- "The Beast" é uma guitarra de 6 braços.
- A guitarra é um instrumento tanto de melodia quanto harmonia.
- Estados Unidos é o país com maior concentração de guitarristas do mundo.

- Dá para "tocar guitarra" com um iPhone.

- Mr. Fastfinger é um famoso desenho animado de guitarra.
- A 1ª guitarra elétrica era uma guitarra havaiana.
- A lira foi o 1º instrumento de cordas, criado há 4.800 anos.
- Existem mais de 130 grandes marcas de guitarra no mundo.
- A Fender Stratocaster foi criada em 1954 por Leo Fender.
- A Gibson SG foi feita para ter maior acesso aos últimos trastes.
- A Gibson Firebird foi desenhada por um designer de carros.
- O 1º nome da Fender Telecaster era Fender Broadcaster.
- Os violões da Takamine são famosos por seus captadores.
- PRS significa Paul Reed Smith, o criador da marca de guitarras.
- Um captador tipo Humbucker são 2 captadores simples juntos.

- O nome "guitarra" veio da palavra persa "sihtar".
- O violão é o principal instrumento da música flamenca.
- Uma guitarra de 2 braços tem 18 cordas.

- Uma guitarra Midi pode simular qualquer instrumento.
- Amplificadores valvulados adicionam uma distorção natural.

- A 1ª palheta foi uma ponta de flecha.
- A maioria das palhetas é feita de plástico.
- Há 2.500 anos atrás, os egípcios já usavam palhetas.

- Chicken pickin é uma técnica derivada da música country.

- A Mesa Boogie criou um amplificador de sustain infinito.
- A maioria dos solos de rock só tem 5 notas.

- Anualmente é realizado um Campeonato Mundial de Air Guitar.
- O slide foi descoberto por um havaiano em 1889.
- Um amplificador valvulado oferece uma distorção mais clara e firme.

Fonte Original: GuitarCoast

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Slide com Palheta

 Pick Slides são usadas com guitarra elétrica com amplificação para produzir um som alto e arranhado. Para produzir esse som, pegue a parte de trás da sua palheta e começe perto da ponte, perto dos captadores. Esfregue sobre a corda deslizando até o início do braço da guitarra e você irá produzir um som arranhado. Esta técnica é melhor realizada com as cordas mais grossas.

Experimente com a Corda E.

E -----------------------------------------
B -----------------------------------------
G -----------------------------------------
D -----------------------------------------
A -----------------------------------------
E ---------X \ ---------------------------

 Não haverá notas pressionadas na escala. Use a sua mão esquerda para segurar o braço da guitarra e a sua mão direita para deslizar a palheta sobre a corda. Você tem que usar um movimento rápido quando fizer o pick slide. Realmente, não há regras sobre aonde começar e parar no braço da guitarra. Faça o que soar melhor para você.

Aviso: Esta técnica irá detonar a sua palheta em um curto espaço de tempo. Tente usar uma palheta pesada para melhores resultados.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Como estudar guitarra

  Estudar música ou determinada técnica, requer atenção, concentração, paciência e regularidade! O que você acha que te deixaria em forma? Jogar futebol 5 horas seguidas no domingo ou três vezes por semana? Se você respondeu três vezes por semana, você acertou. Com a guitarra é a mesma coisa. Se você quer tocar alguma passagem, solo, ou base, que seja complexa, estude de forma lenta e gradativa. 
  Caso seja um solo, divida-o em varias partes, ou estude-o por frases, até que as mesmas estejam soando da forma correta, pois a sonoridade é muito importante. Tocar o instrumento várias horas por dia, sem disciplina e objetivo, não trará resultado algum, por isso organize seu estudo. 
 Reserve um horário do seu dia para estudar e depois do conteúdo estudado, se divirta com o instrumento. Existem várias formas de deixar o estudo dinâmico e interessante, motivando-nos a estudar com dedicação. Abaixo vão algumas dicas de como organizar seu estudo. 
Como estudar? 
Para se concentrar, um lugar que seja ventilado, tranqüilo e silencioso é essencial. Organize o conteúdo que você quer estudar (como no exemplo da tabela abaixo). 

Dia da semana: 
Segunda Conteúdo Técnico: Palhetada (30 min.), Ligados (30 min.)Demais Itens de Estudo: Repertório (30 min.), Audição (30 min.) 
Dia da semana: 
Terça Conteúdo Técnico: Vibratos (30 min.), Bends (30 min.)Demais Itens de Estudo: Interpretação (30 min.), Audição (30 min.) 
Dia da semana: 
Quarta Conteúdo Técnico: Slides (30 min.), Tapping (30 min.)Demais Itens de Estudo: Leitura (30 min.), Audição (30 min.) 
Dia da semana: 
Quinta Conteúdo Técnico: Sweep Picking (30 min.), Alavancadas (30 min.)Demais Itens de Estudo: Criação (30 min.), Audição (30 min.) 
Dia da semana: 
Sexta 
Conteúdo Técnico: String Skiping (30 min.), Harm Artificiais (30 min.) Demais Itens de Estudo: Repertório (30 min.), Audição (30 min.) 

Sweep Picking: técnica que utiliza a palheta em uma única direção com a finalidade de produzir uma grande quantidade de notas rapidamente, ou facilitar a passagem de uma corda para outra. 

String Skiping: é o salto de cordas, ou seja, ao invés de palhetar ou ligar as notas em cordas seguintes, pulamos a corda. Saltamos da corda si para a corda ré, por exemplo. 

Harmônicos Artificiais: temos basicamente 2 tipos. Um é feito através do choque entre o dedo e a palheta sobre a corda, e o outro é conseguido através do toque sobre o traste correspondente a nota oitavada da qual você está tocando.

Repertório: pegue qualquer peça que tenha vontade de tocar e estude-a. Pode ser música, riff, solo, etc. 

Interpretação: não importa o que você vai tocar e sim como vai 'interpretar', 

Criação: crie um riff, solo, exercício com o conteúdo estudado. Se concentre naquilo que estiver estudando e sempre use um metrônomo, pois assim você tem um parâmetro para medir seu desenvolvimento. 

 Certifique-se de que a sua coluna não esteja torta, que suas mãos estejam nas posições corretas e relaxe, com tensão os resultados não serão alcançados. Tenha paciência! Aumente a dificuldade e depois passe para outro tópico da lista. Estude cada tópico de 15 a 30 minutos e depois mude, assim você fica menos entediado e cobre um conteúdo muito maior. E por último, estude com regularidade, assim você tocará muito melhor. 
 Obs.: a tabela acima é um roteiro de estudo de 2 horas diárias, que permite ao estudante se concentrar melhor em cada tópico/técnica especifico/a, trazendo resultados muito mais rápidos! Você não precisa seguir este modelo! Crie o seu próprio roteiro de estudo e faça o seu tempo render da forma que achar melhor, o importante é estudar com atenção e dedicação.