domingo, 19 de julho de 2015

Tipos de escalas


A Escala Maior

   A Escala Maior é a mais importante de todas, pois a partir dela, obtemos todas as outras escalas. A fórmula para obtermos essa escala é:

Tônica - 2ª - 3ª - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Os intervalos são:

Tônica --1 tom--> 2ª --1 tom--> 3ª --1/2 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1 tom--> 6ª --1 tom--> 7ª --1/2 tom--> 8ª

Exemplos:
1 - se a tônica for C (Dó), temos: C D E F G A B C (Escala Maior de Dó).
2 - se a tônica for A (Lá), temos: A B C# D E F# G# A (Escala Maior de Lá).

Aplicando na guitarra:

1- Escala Maior de Dó:
e-----------------------------------------
B-----------------------------------------
G-----------2-4-5-------------------------
D-----2-3-5-------------------------------
A-3-5-------------------------------------
E------------------8-10-12-13-15-17-19-20-
1 3 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2

ou

2- Escala Maior de Lá:
e-----------------
B-----------------
G-----------------
D-------------6-7-
A-------5-7-9-----
E-5-7-9-----------
1 2 4 1 2 4 1 2


  Estes são apenas alguns exemplos de possibilidade de patterns (seqüências prontas) para a Escala Maior. Note que você pode aplicá-la em qualquer lugar do braço, colocando a tônica em posições diferentes (ex: C no 8º traste da E grave ou 1º traste da B).

  É importante não ficar viciado em padrões "sobe-e-desce" da escala, pois isso limita sua criatividade na hora de escrever os licks. Tente improvisar sobre a escala de diferentes formas. Esta escala soa bem sobre os acordes maiores e tem uma sonoridade "alegre". É muito utilizada em rock, country, jazz e fusion.


 A Escala Menor

  A Escala Menor é a Escala Maior com bemóis na 3ª, 6ª e 7ª. Logo, a sua fórmula é:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b - Oitava

Os intervalos são:

Tônica --1 tom--> 2ª --1/2 tom--> 3ª b --1 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1/2 tom--> 6ª b --1 tom--> 7ª b --1 tom--> Oitava
Exemplo:

Escala Menor de Fá: F G Ab Bb C Db Eb F

Aplicando na guitarra: Fá Menor

e--------------------
B--------------------
G-------------6-8-10-
D------6-8-10--------
A-8-10---------------
E--------------------
1 3 1 2 4 1 2 4

 Novamente (aliás, sempre), você pode criar quantos patterns quiser sobre a escala: basta tocar em lugares diferentes do braço. Quanto a sonoridade, essa escala soa mais melancólica, é muito utilizada nos mais diferentes estilos (pop, blues, rock, fusion, country e heavy metal) e é tocada sobre acordes menores.

  Uma nota importante a se fazer é o fato de toda Escala Maior ter uma relativa Menor e vice-versa. Para descobrir qual é a relativa Menor, observe a 6ª nota da Escala Maior (ex: relativa menor de C é A); para a relativa Maior, veja a 3ª da Escala Menor (ex: relativa maior de D é F).

Escala Pentatônica Menor

  Junto com a Pentatônica Maior, é a escala mais simples que você pode aprender. São apenas cinco notas . mas que soam muito bem e, pelo que me consta, é a escala mais utilizada em toda a história da guitarra elétrica. Alguns mestres nessa escala: Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Jimmy Page e, claro, B.B. King e Jimi Hendrix.

  É uma escala fácil de se tocar porque, como o número de notas é menor, a margem de erro no improviso também é menor. A fórmula é:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo: Penta Menor de E

e------------------------------------
B----------12-15b17--b17r15-12-------
G----12-14---------------------14----
D-14------------------------------14-
A------------------------------------
E------------------------------------
3 1 3 1 2 2 1 2 2


  A escala é aplicável em quase todos os estilos musicais e soa bem sobre acordes Menores, Menores com 7ª ou com 7ª Dominante

  
Escala De Blues

  Como o próprio nome já diz, é muito usada em blues. Trata-se de uma Pentatônica Menor com uma 5ª Menor incluída. Logo:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª b - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo -- Blues em E: E G A Bb B -D E

Na guitarra, temos, em E:

e-17-15----------------------------------
B-------17-15----------------------------
G-------------16-15-14-12-14b16-14-12----
D-------------------------------------14-
A----------------------------------------
E----------------------------------------

  Tocamos essa escala sobre acordes Menores, Menores com 7ª, Menores com 9ª, 7ª Dominante e 9ª Dominante.

Escala Pentatônica Maior

  Essa escala é muito usada em country devido a sua sonoridade característica. Para obtê-la, utilizamos a mesma fórmula de construção do acorde Maj6/9:

Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 9ª - Oitava ou, se você preferir (é a mesma coisa): Tônica - 2ª - 3ª - 5ª - 6ª - Oitava

Exemplo -- Penta Maior de F: F G A C D F

Aplicando na guitarra, em F:

e----------------------------
B----------------------------
G----------------------------
D---------8-10b12-12---------
A-8-10-12------------12-10-8-
E----------------------------
1 2 4 1 2 4 4 2 1

  É tocada sobre os acordes Maiores, Maiores com 7ª e com 7ª Dominante

Escala Menor Harmônica

  É uma escala derivada da Escala Menor Natural. Apenas adicione um sustenido na 7ª:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª - Oitava

Exemplo -- Menor Harmônica em A: A B C D E F G# A

Aplicando no braço:

e---------------------
B---------------------
G---------------------
D-----------------6-7-
A-------5-7-8-7-8-----
E-5-7-8---------------
1 2 4 1 2 4 2 4 1 2

  Sua sonoridade é bem próxima a da Escala Menor Natural. Cai muito bem em solos rápidos estilo Yngwie Malmsteen (ouça esse cara tocar se você não o conhece ainda!).


Escala Melódica Menor

  Esta escala é muito diferente das outras até agora. Ela se caracteriza por ter duas configurações diferentes, uma quando ascendendo e outra quando descendendo. Quando ascendendo, temos uma Escala Menor Natural com suas 6ª e 7ª sustenidas (assim, apenas a 3ª bemol a diferencia da Escala Maior).

Já descendendo, tocamos a Escala Menor Natural, sem nenhuma alteração:

Ascendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Descendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b – Oitava

Exemplos:

Ascendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F# G# A
Descendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F G A

Na guitarra, em A:

e---------------------------
B---------------------------
G---------------------------
D-------------6-------------
A-------5-7-9---8-7-5-------
E-5-7-8---------------8-7-5-
1 2 4 1 2 4 1 4 2 1 4 2 1

  Treine bem essa escala, pois é um pouco complicado de pegar o jeito no começo. Depois, quando tiver prática, ela é muito legal para solos rápidos, tipo Speed Metal




quarta-feira, 3 de junho de 2015

Anatomia de uma guitarra

   Comparando com um violão feito à mão, a guitarra é um instrumento relativamente simples. Como o violão, ela tem o braço de madeira, mas seu corpo geralmente é sólido ao invés de oco, e tipicamente feito de madeira de lei rígida e durável, apesar de alguns instrumentos apresentarem metais ou plástico. O som produzido pelas melhores guitarras elétricas podem ser tão complexo e matizado quando o dos instrumentos acústicos.


 Como funciona – Resumo

   Sem o corpo ressonante oco, uma guitarra de corpo sólido não consegue produzir um som claramente audível. Porém, um ou mais “pickups”, também conhecidos como “captadores”, são montados na superfície superior do corpo, entre a escala e a ponte. Um sinal elétrico é gerado pelos captadores quando as cordas da guitarra vibram; esta corrente é levada por toda a guitarra através do amplificador, que a transforma em um som audível. As unidades de efeito que modificam o som, como os pedais fuzz e wah-wah, podem ser posicionadas entre a guitarra e o amplificador ou o amplificador pode incorporar uma variedade de efeitos que possam ser controlados através de um pedal. 

Captadores

   Um captador é uma imã envolto por uma bobina de fio de cobre. Quando as cordas se movimentam, o campo magnético é alterado, induzindo voltagem elétrica na bobina de cobre. Os designs antigos dos captadores de single coil possuíam um som claro e limpo, mas geravam um barulho indesejado ou um “zumbido” quando colocados perto de outros dispositivos elétricos. Na metade dos anos 1950, Seth Lover, engenheiro da Gibson, desenvolveu uma configuração de captadores que eliminava este efeito e a chamou “humbucker”.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Como fazer palhetas

Passos

Encontre um pedaço de plástico que queira reciclar em um objeto útil.


Usando um marcador, trace o contorno de uma palheta no plástico.


Usando um cortador afiado (uma boa tesoura ou uma faca), 
corte a nova palheta no formato marcado.


Usando uma lixa de unha ou em folha, alise as bordas da palheta.

Dicas

Algumas fontes boas de plástico:

  • Cartões de clube, hotéis
  • Cartões de desconto
  • Cartões de presente
  • Cartões de crédito ou de banco velhos
  • Fundo de recipiente de margarina ou manteiga

Materiais necessários:

  • Uma palheta de guitarra, para marcar o contorno.
  • Um marcador. A ponta da faca ou tesoura pode ser usada para tal, se você tiver a coordenação para fazer isto sem se ferir.
  • Faca ou tesoura
  • Uma fonte de plástico 



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sobre Improvisação


 Vamos tratar de um assunto muito legal para qualquer músico ou aspirante: a improvisação.

  O estilo mais aberto à improvisadores é sem dúvida o Jazz, pois além de dar espaço, a cada música a sua construção toda engloba muitos acordes e escalas diferentes.

  Já o Rock limita o uso dos mesmos. Há composições onde só uma escala (pentatônica) está em uso. Apesar de que  na maioria das vezes a guitarra é usada para músicas deste gênero.

  Músicos eruditos geralmente reclamam de não saberem improvisar. Isso é porque a partitura lhes gerou dependência e só tocam o que leem na frente. Pensando nisso, elaboramos algumas dicas importantes para fazer uma improvisação.

Aqui vão algumas dicas essenciais para você chegar lá:

·        Em seu instrumento não se limite a tocar sua frase musical sempre começando do grave para o agudo, use linhas melódicas que combinem movimento descendente e ascendente.

·        Não se restrinja ao registro médio ou à região mais confortável de seu instrumento, explore-o totalmente.

·        Não fique caçando notas. Memorize a escala a ser usada por toda a extensão do seu instrumento até tocá-la com naturalidade deixando sua mente livre para o desenvolvimento melódico.

·        Varie a dinâmica. Tem momentos para tocar mais fraco, mais forte, mais suave ou agressivo. Não toque sempre do mesmo jeito.

·        Use uma variedade de articulações (ligaduras bends, etc). Não toque sempre "staccato".

·        Concentre-se em ouvir mentalmente a nota antes de tocá-la. Isso requer antecipação e controle constante. Esta é a parte mais difícil, requer muito estudo, paciência e total controle do instrumento para que aquilo que você cantou na mente flua pela suas mãos.

·        Procure controlar tensão e resolução. Seu solo deve ser como uma história com começo e fim, deve ter um senso de direção. 


quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Guitarra Fender Telecaster


  O som elétrico chamou a atenção do público no inicio da década de 1940, em parte graças aos músicos de jazz que usavam guitarras semi acústicas de tampo abaulado para produzir um som envolvente, amplificado e fechado, que poderia manter-se contra o metal e a percussão das “big bands”. Mas não foi antes dos anos de 1950 que as guitarras elétricas sólidas ganharam proeminência com o lançamento de dois instrumentos de referência através de Leo Fender, um talentoso e experiente engenheiro. Com um único cutaway e um único captador na ponte, o modelo Esquire de Fender tinha um timbre agudo vigoroso que se adequava ao country a ao rock and roll primitivo.  Leo Fender também criou uma versão mais sofisticada com o mesmo formato de corpo, porém com um captador também no braço. Originalmente chamada de Broadcaster , foi renomeada para Telecaster em 1951, e assim, nascia um dos mais versáteis e duradouros modelos de guitarras.


  A Fender Telecaster apesar de ser um dos modelos mais antigos de guitarra, ainda é um dos instrumentos mais usados no mundo. Conhecida por seu tom brilhante, grande sustentação, design robusto e praticidade, a “tele” é particularmente adorada pelos músicos country pela clareza o som, similar a de um sino.

Captador na ponte

  O captador inclinado na ponte da Telecaster é conhecido por seu timbre agudo e metálico.

Principais atributos.

  • Clareza de som
  • Excelente tocabilidade
  • Excelente instrumento de trabalho
  • Um ícone do design do século XX 


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A história do amplificador


  Os primeiros amplificadores surgiram nos anos 30, usando válvulas de rádio e a tecnologia hi-fi da época. Conforme a guitarra elétrica foi se tornando popular, nos anos 50, surgiram os primeiros amplificadores especiais para esse instrumento, cujos modelos em geral combinavam um amplificador valvulado com um ou dois alto-falantes de 30 cm (12 polegadas). No final dos anos 60, a moda eram os amplificadores de elevada potência, com sistemas de grandes caixas de som independentes. Nos anos 70 surgiu a tecnologia solid-state, mais barata, com os transistores substituindo as válvulas. Os amplificadores valvulados, contudo, são os preferidos de muitos guitarristas profissionais.





terça-feira, 28 de maio de 2013

Afinando a guitarra com afinações alternativas


  Talvez você tenha ouvido sobre guitarristas que afinam a guitarra 1/2 ou 1 tom abaixo. Eles têm alguns motivos para fazer isso. Principalmente pelo som, mas, também devido ao cantores que não querem se esforçar mais que o necessário tentando cantar mais alto que as guitarras.Afinando sua guitarra 1/2 ou 1 tom abaixo é fácil desde que você saiba como afinar a sua guitarra de ouvido. Se você quer a sua guitarra afinada 1/2 tom abaixo, as cordas soltas soarão conforme o diagrama abaixo:

Eb ----------------------------------
Bb ----------------------------------
Gb ----------------------------------
Db ----------------------------------
Ab ----------------------------------
Eb ----------------------------------

  Todas as cordas foram abaixadas pelo bemol (bemolizadas). Apenas afine a sua guitarra no modo padrão e então afine a corda E na casa 6 até que ela fique igual a corda 5 (A), então siga os passos listados no início desta lição. Uma maneira fácil de encontrar seu ponto de referência para isso é esta: Descubra o que você quer que a corda solta seja. Se você está afinando um tom inteiro abaixo, então a corda E deverá ser afinada como D. Se a corda E já está afinada como D, então conte as casas até encontrar o A.

DII-----E--F------G------A------B--C------D------E--F-

  Neste caso ele será encontrado na casa 7. Afine a casa 7 batendo com a corda 5 solta. A corda E deverá estar afinada como D solto. Agora siga afinando as outras cordas usando esta como referência. ..
 Abaixo estão outras afinações alternativas que você pode experimentar. Veja se você consegue afinar a guitarra sem usar um afinador eletrônico. Assim que você conhecer a escala da guitarra, você perceberá que afinar é fácil. A melhor maneira de se treinar o ouvido é experimentando tocar com diferentes afinações.

E,B,G,D,A,E (Standard) 

D,B,G,B,G,D

D,A,Fs,D,A,D

D,A,G,D,A,D

D,C,G,D,G,B

D,B,G,D,A,E

E,Cs,A,Cs,A,E

D,B,G,D,B,G

E,C,G,C,G,C

Afinação Padrão (Standart)


  Para afinar sua guitarra, você somente precisa ter uma das cordas afinadas, desde que você saiba qual é. Esta corda é conhecida como ponto de referência. Uma vez que se tenha uma corda afinada, afinar o resto é fácil. Existem várias maneiras de se encontrar o ponto de referência. Você pode seguir os seguintes métodos para afinar uma corda, ou todas as cordas.

Piano/Teclado: O teclado é uma excelente maneira de afinar a sua guitarra. Apenas afine as cordas, batendo com o som do teclado nas respectivas teclas.

Afinador Eletrônico: Permite que se afine a guitarra medindo a frequência da cada. Maneira muito fácil de afinar a guitarra.

Diapasão de Apito: O afinador tem 6 apitos,um para cada corda da guitarra. Apenas afine a corda com o respectivo som do apito.

Diapasão de Garfo: Quando o afinador é percutido, ele emite a nota A na frequência de 440 hz. Simplesmente afine a nota na casa 5 com o diapasão.

Siga as instruções abaixo para afinar a sua guitarra, tendo a corda já afinada em E.

Passo 1: Coloque o seu dedo na casa 5 da sexta corda e afine a quinta corda até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 2: Coloque o seu dedo na casa 5 da quinta corda e afine a corda 4 até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 3: Coloque o seu dedo na casa 5 da corda 4 e afine a corda 3 até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 4: Coloque o seu dedo na casa 4 da corda 4 e afine a terceira corda até os sons baterem.

Passo 5: Coloque o seu dedo na casa 5 da corda 2 e afine a primeira, até os sons baterem. Ficará assim:
.

E ----------------------------------------0------------ 1
B -----------------------------0-------5--------------- 2
G ------------------0-------4-------------------------- 3
D -------0------5-------------------------------------- 4
A-----0------5----------------------------------------- 5
E------5------------------------------------------- --- 6


 Se você entendeu isso, você poderá afinar a sua guitarra a partir de qualquer ponto de referência. É sempre bom afinar a guitarra antes de começar a tocar. Ela fica desafinada muito fácil. Agora que você sabe como afinar a guitarra, poderemos estudar algumas afinações alternativas.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Como tocar com palheta


  A palheta (pick) é um acessório obrigatório para a maioria dos guitarristas, baixistas e até violonistas modernos. Seu som é característico, claro, e seu uso com técnica apurada fornece velocidade e precisão indiscutíveis. São poucos os grandes guitarristas se utilizam somente dos dedos para tocar e solar (Mark Knopfler, do Dire Straits é um grande exemplo).


  As palhetas são encontradas em diversos formatos, tamanhos e espessuras. Para começar, escolha uma palheta de formato regular (quase triangular, com os cantos arredondados), de espessura média. Após acostumar-se com seu movimento, você pode experimentar outras espessuras e tamanhos.

  O posicionamento da MD para tocar com a palheta é o seguinte: ela deve ser segurada entre a polpa do dedo polegar e o nó da última articulação do dedo indicador, com a ponta voltada para as cordas do instrumento. Os outros dedos da MD devem ficar curvados para dentro da palma. NÃO se deve apoiar qualquer dedo no instrumento, NEM a mão sobre a ponte ou cavalete. Estes maus-hábitos devem ser cortados desde o início, pois são dificílimos de abandonar depois de instalados.

  A área de contato entre palheta/corda é de, no máximo, 1mm. A superfície da palheta deverá ficar paralela à corda, e não transversal. Embora alguns espertos acreditem que esta técnica dá mais velocidade, o som obtido não é claro. Existem músicos que utilizam a técnica da palhetada inclinada para obter um timbre diferente em uma ou outra música, mas não é um padrão a se seguir. Você deverá buscar precisão e velocidade com a técnica correta. A palheta deve ser segura de maneira firme: não com força, mas suficientemente segura para não cair durante seu uso.
  O movimento da palheta é obtido de duas maneiras: com o movimento dos dedos ou com o movimento do pulso.

  O movimento de dedos é conseguido pelo movimento do polegar para frente e para trás ou para cima e para baixo, sobre a palheta, como se fosse uma gangorra, usando o dedo indicador como suporte. O curso da palheta deverá ser mínimo, para que se consiga um movimento uniforme e rápido.

  O movimento da palheta através do pulso é obtido ou com a rotação do pulso ou com o deslocamento do pulso para os lados. Vamos exagerar: para perceber a rotação, segure a palheta do modo correto. Agora, vire sua palma da mão para cima, e depois para baixo. Isto é rotação do pulso. É claro que este movimento deverá ser mínimo, quase imperceptível. Vamos ao deslocamento lateral. Segure a palheta do modo correto. Sem mexer o braço direito, posicione a palheta na direção da sexta corda, depois, na direção a primeira. Notou como sua mão desloca-se lateralmente em relação ao pulso?

  Você viu que, na verdade, as 2 maneiras podem ser efetuadas de 4 jeitos. Tente todas, para ver qual se adapta melhor a você. Uma dica: não faça o movimento vir do cotovelo. Além de descontrolado, este movimento ocasiona cansaço e dores, além de problemas ortopédicos futuros, pela tensão exagerada que é utilizada. Faça o seguinte: se o movimento através dos dedos é difícil para você, faça os movimentos vindos do pulso, mas concentre-se nos dedos. Parece ridículo, mas o esforço direcionado para os dedos para no pulso, e evita o movimento do cotovelo.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Técnicas para guitarra

Slide
Oslide consiste, basicamente, em tocar uma nota e "escorregar" o dedo para outra(s) casa(s)/nota(s).
Exemplo

E|-----------------------------
B|-----------------------------
G|------------7---------------
D|-----5-7/9---9------------
A|-3/5-----------------------
E|----------------------------

•Bend
  Consiste em tocar uma nota e move-la (a corda,para cima ou para baixo) junto ao braço fazendo com que a nota suba para uma região mais alta (aguda), transformando-a em outra nota. O bend pode ser de 1/4 de tom, 1/2 tom, 1 tom, 1 tom e 1/2, 2 tons, 2 tons e 1/2 ou 3 tons. Nas cordas agudas puxa-se a corda pra cima, nas graves para baixo.
Exemplo:

E|---------------------------
B|---------------------------
G|-----5b----5b-----------
D|--5b----5b----7---------
A|---------------------------
E|---------------------------

 Neste caso o "b" representa um bend de 1/2 tom, a nota do(C) da casa 5 ao sofrer o bend soou como um do(C#) sustenido.

•Pre-Bend
Consiste em puxar uma nota para alcançar o som que se queira e após isso executar a nota, a diferença do pré-bend pro bend e que no bend primeiro você toca a nota do traste que esta marcando e depois ergue a corda e no pré-bend você primeiro ergue a corda e depois toca, omitindo a nota de origem. Também vai de 1/4 de tom a 3 tons.
Exemplo:

E|---------------------------
B|---------------------------
G|-----b5----b5-----------
D|--b5----b5----7---------
A|----------------------------
E|----------------------------

 Neste caso, um pre-bend de 1/2 tom, a nota de origem, o do(C), nao soa, apenas o do(C#) sustenido.

•Release
Consiste em "baixar" a corda apos um bend ou de um pre-bend.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5br5--------------
D|--5br5--------7----------
A|----------------------------
E|----------------------------

•Ligado
OLigado nada mais e do que tocar uma e "martelar" uma casa mais aguda, ou "desmarcar" a nota que foi tocada para uma outra casa mais grave soar. Esse recurso e muito utilizado para licks velozes, pois dispensa o uso de palheta.
 O ligado ascendente quando você "martela" uma casa mais aguda também e chamado de hammer on. O ligado descendente quando você "desmarca" a nota atual para soar uma mais grave também e chamado de pull off.
Exemplo:

E|----------------------------
B|---------------------------
G|--------5h7p5-----------
D|--5h7p5-------7---------
A|----------------------------
E|-----------------------------

•Vibrato
Consiste em fazer leves bends para baixo e para cima em sequencia.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5~~~~-----------
D|--5~~~~-------7---------
A|----------------------------
E|----------------------------

•Tapping
É usar um dos lados da palheta (o que lhe for mais confortável, ou o próprio dedo) para "martelar" uma casa(nota). Esse recurso é usado para alcançar rapidamente regiões mais agudas do braço do instrumento.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5-t17------------
D|--5-t17------7-----------
A|---------------------------
E|---------------------------- 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Escalas Pentatônicas - Parte 02

ESCALA PENTATÔNICA: É uma escala de 5 sons usada no "ROCK" e alguns estilos de musica "Blues", sendo mais empregada como melodia.
Há três formas: Maior, Menor e Dominante.

ESCALA PENTATÔNICA MAIOR- É derivada do Círculo das Quintas no sentido horário, a partir da tônica.Exemplo Escala Pentatônica maior de DÓ= DÓ- SOL- RÉ- LÁ e MI
Quando as notas são ordenadas dentro de uma oitava, formam a sequência:
DÓ - RÉ- MI - SOL - LÁ
REGRA: Escrever a escala Maior e retirar os IV e VII Graus.

ESCALA PENTATÔNICA MENOR - É derivada do Círculo das Quintas, iniciando-se na Terça menor, no sentido horário.
Exemplo: Escala Pentatônica menor de DÓ= MIb - SIb - FÁ- DÓ - SOL
Ordenadas dentro de uma oitava= DÓ- MIb- FÁ- SOL- SIb
REGRA: Escrever a Escala Menor Natural sem os II e VI Graus ou notas do acorde menor com sétima mais o IV Grau.

ESCALA PENTATÔNICA DOMINANTE= Também derivada do Círculo das Quintas, como a pentatônica maior, exceto pelo VI, que é substituído pela sétima menor.
REGRA: Escrever a Escala Pentatônica Maior e substituir o VI grau pela sétima menor.

Escalas Pentatônicas - Parte 01


As escalas pentatônicas são formadas por cinco notas. Há dois modos mais utilizados: um que suprime o 2º grau e o 6º grau da escala (lá – dó – ré – mi – sol) que corresponde ao modo menor; e outro que suprime o 4º grau e o 7º grau da escala (lá – si – dó# - mi – fá#) que corresponde ao modo maior. Existem ainda outras formas de escalas pentatônicas que serão vistas em outros estudos.


Pentatônica de dó:

dó - ré# - fá - sol - lá# - dó (s) (menor)

dó – ré – mi – sol – lá – dó (maior)

dó - mi - fá - sol - lá# -dó (maior com 7)


Pentatônica de ré:

ré - fá - sol - lá - dó - ré (menor)

ré – mi – fá# - lá – si – ré ( maior)

ré - fá# - sol - lá - dó - ré (maior com 7)


Pentatônica de mi:

mi - sol - lá - si - ré - mi (menor)

mi – fá# - sol# - si – dó# - mi (maior)

mi - sol# - lá - si - ré - mi (maior com 7)


Pentatônica de fá:

fá - sol# - lá# - dó - ré# - fá (menor)

fá – sol – lá – dó – ré – fá (maior)

fá - lá - lá# - dó - ré# - fá (maior com 7)


Pentatônica de sol:

sol - lá# - dó - ré - fá - sol (menor)

sol – lá – si – ré – mi – sol (maior)

sol - si - dó - ré -fá - sol (maior)


Pentatônica de lá:

lá - dó - ré - mi - sol - lá (menor)

lá – si – dó# - mi – fá# - lá (maior)

lá - dó# - ré - mi - sol - lá (maior)


Pentatônica de si:

si - ré - mi - fá# - lá - si (menor)

si - ré# -mi - fá# - lá - si (maior)


Pentatônica de fá#:

fá# - lá - si - dó# - mi - fá# - lá (menor)

fá# - lá# - si - dó# - mi - fá# (maior)


Pentatônica de dó#:

dó# - mi - fá# - sol# - si - dó# (menor)

dó# - fá - fá# - sol# - si - dó# (maior)



Pentatônica de ré#:

ré# - fá# - sol# - lá# - dó# - ré# (menor)

ré# - sol - sol# - lá# - dó# - ré# (maior)


Pentatônica de sol#:

sol# - si - dó# - ré# - fá# - sol# (menor)

sol# - dó - dó# - ré# - fá# - sol# (maior)


Pentatônica de lá#:

lá# - dó# - ré# - fá - sol# - lá# (menor)

lá# - ré - ré# - fá - sol# - lá# (maior)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Técnica do Bend

Bend é uma técnica no qual você levanta ou abaixa a corda do instrumento para chegar em outra nota. Quando curvamos a corda, a nota que era tocada tem sua afinação mudada, elevada a uma nota mais aguda. Você pode tocar bends de ¼, ½, 1, 1 ½, 2 tons, o quanto você e principalmente suas cordas aguentarem.
Essa técnica é muito usada na guitarra moderna, pois dá ao guitarrista um caminho adicional para expressar suas idéias. Sem a habilidade para conseguir essa textura mais ligada do bend, nosso instrumento passa a reagir de forma mais estática, como se fosse um piano. Por isso existe no meio da guitarra, a expressão solo "pianístico", ou seja o guitarrista tocou o solo sem tocar uma técnica que diferencie instrumentos de corda com os de tecla, ele só tocou as notas sem utilizar bend, tapping, hammer-on, pull-offs, alavancadas, etc.

Para um bom bend, é necessário três coisas: limpeza, afinação e segurança. Afinação para que a nota que você chegara utilizando o bend afine com o acorde tocado na harmonia. Os grandes mestres dessa técnica são conhecidos por sua afinação precisa independente de velocidade ou região do braço da guitarra, mas isso leva um pouco de tempo para seu ouvido começar a perceber quando está desafinado e quando não. Limpeza para que você não toque outras cordas ao tocar um bend, isso faz com que a nota desejada fique sem definição. Segurança, pode se dizer que afinação e limpeza estão diretamente ligados a segurança que você tem ao dar um bend. Um bend tímido geralmente desafina e sai meio sujo, então, agarre as cordas e levante com toda certeza do mundo.
Em sua execução são importantes alguns conceitos básicos. Primeiro, para executar um bend, é necessário colocarmos o polegar em cima do braço, nos ajudando a fazer uma alavanca para levantar a corda. Dependendo do dedo com que você fará o bend sua forma de faze-lo será diferente. Sempre costumamos "ajudar" o dedo que está levantando a nota com os demais atrás, por exemplo, se estamos levantando a corda com o dedo 3, devemos colocar o dedo 2 e o dedo 1, cada um em uma casa anterior a casa onde foi executado o bend. Com o dedo 4, atrás teremos dedo 3, 2 e 1. Com o 2, o dedo 1. É comum também deixar o dedo 1 levantado verticalmente as cordas, isso ajuda na limpeza, abafando as cordas indesejadas ou então se você tiver uma "mãozona", pode abafar as cordas com o polegar por cima do braço. Para fazer um bend com o dedo 1, é necessário abusar ainda mais do polegar em cima do braço do instrumento, porque ele vai dar o apoio necessário para você executar o bend.

Principais tipos de Bend

Bend - O bend simples consiste em levantar ou abaixar a corda partindo de uma nota para atingir o som de outra.
Bend - Release - É o tipo de bend no qual após a chegada na nota desejada você volta a nota de origem.
Pré-Bend - Também conhecido como Reverse Bend, consiste em puxar a corda e só depois palhetar, dando a impressão de um bend ao contrário, como se ele fosse do agudo para o grave. É importante o domínio dos bends básicos para utilizarmos o Pré-Bend, porque você antes de tocar já tem que saber o quanto vai levantar.
Bend em Uníssono - Esse é um tipo de bend muito usado. Consiste em dar o bend junto com outra nota em uma corda diferente e afinar o bend de acordo com a nota mais aguda, até chegar na igualdade dos sons, uníssono.
Bend Duplo - O bend duplo dá uma temperada em qualquer solo, fazendo com que o mesmo fique com uma pegada "animal". Consiste em esticar duas cordas ao mesmo tempo. 

Fonte: O Básico da Guitarra


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dicas para o uso da palheta

 
 Existem basicamente três vertentes no que diz respeito a mecânica da palhetada. A primeira consiste em centrar os movimentos no pulso, ou seja, o centro de apoio é o próprio pulso. A segunda consiste em utilizar o antebraço, onde o centro de gravidade se dará no cotovelo. A última consiste em fazer movimentos circulares com os dedos. Caso você observe os vídeos de seus guitarristas favoritos, perceberá que há tantas maneiras bem sucedidas de palhetar quanto o número de guitarristas bem sucedidos. Lembre-se que a constituição física e os estilos são muito variados, sendo assim, existem soluções diferentes para cada situação.
 Tenha em mente que o tipo de música que você estiver tocando vai determinar a sua postura de palheta, ou seja, você não vai tocar um " groove " de funk com o mesmo enfoque de palhetar um " fast run " do Paul Gilbert . De qualquer forma seguem aqui algumas normas gerais:
 Permaneça relaxado; Pratique sempre a palhetada alternada ( nunca repita a direção da palhetada ); Algumas pessoas apoiam sua mão direita ou antebraço em algum lugar para guiá-las, outras não. Se for utilizar o apoio não o faça de maneira desleixada. Encontre o local certo como a borda da ponte por exemplo. Experimente as posições de palhetar e perceba como estas vão influenciar crucialmente o seu som. Ao palhetar perto da ponte você obterá um som mais "brilhante", já o ataque próximo da escala lhe dará um som mais encorpado, a exemplo de Frank Zappa, cujo estilo peculiar de tocar sobre a escala da guitarra lhe dava um som bem " gordo " , apesar de perder um pouco da sua definição; A forma com que você ataca a corda é muito importante, podendo ser um ataque bem frontal  (perpendicular) ou angular; Seja econômico com os movimentos de suas mãos. Quanto menores os movimentos, maior a velocidade e precisão; Você não tem que segurar a palheta com muita força entre seus dedos. Somente uma leve pressão para deixá-la fixa é o suficiente; Palhetas muito finas geralmente não são muito boas para palhetadas rápidas. Elas não voltam à sua forma plana rápido o suficiente depois que uma corda é palhetada. Essas palhetas mais finas (de 0.15 a 1.0) normalmente são usadas para sons acústicos e mais despojados, dando-lhes uma sonoridade mais "brilhante". As palhetas mais grossas (de 1.0 a 3.0) dão uma sonoridade grave e encorpada. Devido à sua firmeza são ideais para técnica e velocidade. 

  As palhetas são fabricadas de vários materiais como :

Metacarbonato - Têm boa durabilidade, muito semelhantes com as de plástico comum;

Nylon - Normalmente são finas, produzem um "clique" peculiar ao tocar;

Delrin - Geralmente são mais porosas e desta forma aderem mais aos dedos;

Materiais exóticos - metal, prata, ágata, osso, madeira ,etc.

 Não se esqueça que desde a escolha da palheta até a forma de tocar deve ser um processo totalmente pessoal, fazendo com que você alcance seu próprio estilo desde os primeiros estágios.