quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Manutenção da guitarra (Parte 01)


  Instrumentos empoeirados com cordas desgastadas são indiferentes e não trazem inspiração, tanto para tocar quanto para ouvir. Passar pano regularmente, e uma limpeza e um polimento ocasional mais intenso vão garantir que seu instrumento tenha o melhor som toda vez que for tocado. Guardar sua guitarra da forma correta vai minimizar o esforço necessário á manutenção regular e também proteger seu instrumento de danos acidentais.

Limpeza da Guitarra

  A maioria das guitarras tem revestimento de poliuretano de alto brilho, apesar de muitos modelos clássicos e algumas guitarras modernas feitas sob encomendas serem revestidas com laca de nitrocelulose. A escala pode ter o mesmo revestimento, ou pode ser de madeira envernizada. O melhor sistema de limpeza diária é passar pano de tecido suave, seco na guitarra depois de tocar, para retirar a gordura e a umidade antes que elas manchem ou corroam os componentes. As cordas podem ser desengorduradas e protegidas da corrosão prematura com aplicações leves de produtos especializados sem óleo.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Dicas para tocar com palheta


  Segure a palheta somente entre o polegar e o dedo indicador. É tentador usar o dedo médio para aprimorar a firmeza, mas é um mau hábito. Você pode deixar a palheta cair várias vezes no início, mas persista. Experimente onde você palheta ao longo das cordas: em direção ao braço irá dar notas de sonoridade calorosa, em direção a ponte, irá gerar um tom mais brilhante.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A mão da palheta



   A mão que usa a palheta gera volume, determina se uma única corda ou todo o acorde é tocado e, essencialmente, rege o ritmo. A maior parte dos guitarristas de rock e blues usa palheta para maior velocidade, volume e definição, geralmente denominada “ataque”, enquanto guitarristas acústicos tendem a usar o polegar e os dedos para versatilidade e toque de acordes. Outros as duas, usando palheta e um ou mais dedos, técnica conhecida como “palheta híbrida”. O posicionamento e a utilização da mão que usa a palheta corretamente irão maximizar sua habilidade em atingir as notas que precisa para tocar. Veja abaixo, algumas das posturas básicas da mão que usa a palheta.

Segurar a Palheta.

   Segure a palheta entre o polegar e o dedo indicador, expondo 3- 6mm da ponta. Não segure com muita força e tente manter a mão relaxada.


Palhetar Notas.

  Descanse levemente a palma da mão na ponte, mantendo os dedos livres, relaxados. Coloque a palheta para toques mais leves, mantenha-a mais fixa para maior volume.


Tocar os Acordes.

  Ao tocar passagens com os acordes prolongados, é melhor que levante a mão e descanse um ou dois dedos levemente no corpo da guitarra para estabilizar os movimentos da mão.


Palhetada Híbrida

   Ao usar a palheta e os dedos para palhetar os acordes (palhetada híbrida), tente deixar a mão “flutuar” para que ela não descanse no corpo ou na ponte da guitarra.




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Causas de quebra de cordas


Excesso de tensão. Cordas de guitarra são projetadas para serem afinadas em uma altura padrão que é a afinação feita pelo diapasão. Elas resistem a uma afinação apenas um pouco superior sem se partir ou prejudicar o braço do instrumento.

Desgaste natural. Quanto mais velha uma corda, maior a possibilidade dela se partir. A perda de elasticidade, o desgaste, a ferrugem causada pelo suor dos dedos enfraquecem as cordas de aço.

O peso da mão direita. Muitas vezes as cordas se partem, devido a técnicas pesadas da mão direita. Instrumentistas de ritmo, especialmente os que têm toque pesado, arrebentam cordas com frequência.

Dobra na cordaUma dobra na corda pode causar um ponto fraco. Ao instalar cordas de aço é preciso ter cuidado para não dobrá-las.


domingo, 19 de julho de 2015

Tipos de escalas


A Escala Maior

   A Escala Maior é a mais importante de todas, pois a partir dela, obtemos todas as outras escalas. A fórmula para obtermos essa escala é:

Tônica - 2ª - 3ª - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Os intervalos são:

Tônica --1 tom--> 2ª --1 tom--> 3ª --1/2 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1 tom--> 6ª --1 tom--> 7ª --1/2 tom--> 8ª

Exemplos:
1 - se a tônica for C (Dó), temos: C D E F G A B C (Escala Maior de Dó).
2 - se a tônica for A (Lá), temos: A B C# D E F# G# A (Escala Maior de Lá).

Aplicando na guitarra:

1- Escala Maior de Dó:
e-----------------------------------------
B-----------------------------------------
G-----------2-4-5-------------------------
D-----2-3-5-------------------------------
A-3-5-------------------------------------
E------------------8-10-12-13-15-17-19-20-
1 3 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2

ou

2- Escala Maior de Lá:
e-----------------
B-----------------
G-----------------
D-------------6-7-
A-------5-7-9-----
E-5-7-9-----------
1 2 4 1 2 4 1 2


  Estes são apenas alguns exemplos de possibilidade de patterns (seqüências prontas) para a Escala Maior. Note que você pode aplicá-la em qualquer lugar do braço, colocando a tônica em posições diferentes (ex: C no 8º traste da E grave ou 1º traste da B).

  É importante não ficar viciado em padrões "sobe-e-desce" da escala, pois isso limita sua criatividade na hora de escrever os licks. Tente improvisar sobre a escala de diferentes formas. Esta escala soa bem sobre os acordes maiores e tem uma sonoridade "alegre". É muito utilizada em rock, country, jazz e fusion.


 A Escala Menor

  A Escala Menor é a Escala Maior com bemóis na 3ª, 6ª e 7ª. Logo, a sua fórmula é:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b - Oitava

Os intervalos são:

Tônica --1 tom--> 2ª --1/2 tom--> 3ª b --1 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1/2 tom--> 6ª b --1 tom--> 7ª b --1 tom--> Oitava
Exemplo:

Escala Menor de Fá: F G Ab Bb C Db Eb F

Aplicando na guitarra: Fá Menor

e--------------------
B--------------------
G-------------6-8-10-
D------6-8-10--------
A-8-10---------------
E--------------------
1 3 1 2 4 1 2 4

 Novamente (aliás, sempre), você pode criar quantos patterns quiser sobre a escala: basta tocar em lugares diferentes do braço. Quanto a sonoridade, essa escala soa mais melancólica, é muito utilizada nos mais diferentes estilos (pop, blues, rock, fusion, country e heavy metal) e é tocada sobre acordes menores.

  Uma nota importante a se fazer é o fato de toda Escala Maior ter uma relativa Menor e vice-versa. Para descobrir qual é a relativa Menor, observe a 6ª nota da Escala Maior (ex: relativa menor de C é A); para a relativa Maior, veja a 3ª da Escala Menor (ex: relativa maior de D é F).

Escala Pentatônica Menor

  Junto com a Pentatônica Maior, é a escala mais simples que você pode aprender. São apenas cinco notas . mas que soam muito bem e, pelo que me consta, é a escala mais utilizada em toda a história da guitarra elétrica. Alguns mestres nessa escala: Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Jimmy Page e, claro, B.B. King e Jimi Hendrix.

  É uma escala fácil de se tocar porque, como o número de notas é menor, a margem de erro no improviso também é menor. A fórmula é:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo: Penta Menor de E

e------------------------------------
B----------12-15b17--b17r15-12-------
G----12-14---------------------14----
D-14------------------------------14-
A------------------------------------
E------------------------------------
3 1 3 1 2 2 1 2 2


  A escala é aplicável em quase todos os estilos musicais e soa bem sobre acordes Menores, Menores com 7ª ou com 7ª Dominante

  
Escala De Blues

  Como o próprio nome já diz, é muito usada em blues. Trata-se de uma Pentatônica Menor com uma 5ª Menor incluída. Logo:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª b - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo -- Blues em E: E G A Bb B -D E

Na guitarra, temos, em E:

e-17-15----------------------------------
B-------17-15----------------------------
G-------------16-15-14-12-14b16-14-12----
D-------------------------------------14-
A----------------------------------------
E----------------------------------------

  Tocamos essa escala sobre acordes Menores, Menores com 7ª, Menores com 9ª, 7ª Dominante e 9ª Dominante.

Escala Pentatônica Maior

  Essa escala é muito usada em country devido a sua sonoridade característica. Para obtê-la, utilizamos a mesma fórmula de construção do acorde Maj6/9:

Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 9ª - Oitava ou, se você preferir (é a mesma coisa): Tônica - 2ª - 3ª - 5ª - 6ª - Oitava

Exemplo -- Penta Maior de F: F G A C D F

Aplicando na guitarra, em F:

e----------------------------
B----------------------------
G----------------------------
D---------8-10b12-12---------
A-8-10-12------------12-10-8-
E----------------------------
1 2 4 1 2 4 4 2 1

  É tocada sobre os acordes Maiores, Maiores com 7ª e com 7ª Dominante

Escala Menor Harmônica

  É uma escala derivada da Escala Menor Natural. Apenas adicione um sustenido na 7ª:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª - Oitava

Exemplo -- Menor Harmônica em A: A B C D E F G# A

Aplicando no braço:

e---------------------
B---------------------
G---------------------
D-----------------6-7-
A-------5-7-8-7-8-----
E-5-7-8---------------
1 2 4 1 2 4 2 4 1 2

  Sua sonoridade é bem próxima a da Escala Menor Natural. Cai muito bem em solos rápidos estilo Yngwie Malmsteen (ouça esse cara tocar se você não o conhece ainda!).


Escala Melódica Menor

  Esta escala é muito diferente das outras até agora. Ela se caracteriza por ter duas configurações diferentes, uma quando ascendendo e outra quando descendendo. Quando ascendendo, temos uma Escala Menor Natural com suas 6ª e 7ª sustenidas (assim, apenas a 3ª bemol a diferencia da Escala Maior).

Já descendendo, tocamos a Escala Menor Natural, sem nenhuma alteração:

Ascendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Descendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b – Oitava

Exemplos:

Ascendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F# G# A
Descendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F G A

Na guitarra, em A:

e---------------------------
B---------------------------
G---------------------------
D-------------6-------------
A-------5-7-9---8-7-5-------
E-5-7-8---------------8-7-5-
1 2 4 1 2 4 1 4 2 1 4 2 1

  Treine bem essa escala, pois é um pouco complicado de pegar o jeito no começo. Depois, quando tiver prática, ela é muito legal para solos rápidos, tipo Speed Metal




quarta-feira, 3 de junho de 2015

Anatomia de uma guitarra

   Comparando com um violão feito à mão, a guitarra é um instrumento relativamente simples. Como o violão, ela tem o braço de madeira, mas seu corpo geralmente é sólido ao invés de oco, e tipicamente feito de madeira de lei rígida e durável, apesar de alguns instrumentos apresentarem metais ou plástico. O som produzido pelas melhores guitarras elétricas podem ser tão complexo e matizado quando o dos instrumentos acústicos.


 Como funciona – Resumo

   Sem o corpo ressonante oco, uma guitarra de corpo sólido não consegue produzir um som claramente audível. Porém, um ou mais “pickups”, também conhecidos como “captadores”, são montados na superfície superior do corpo, entre a escala e a ponte. Um sinal elétrico é gerado pelos captadores quando as cordas da guitarra vibram; esta corrente é levada por toda a guitarra através do amplificador, que a transforma em um som audível. As unidades de efeito que modificam o som, como os pedais fuzz e wah-wah, podem ser posicionadas entre a guitarra e o amplificador ou o amplificador pode incorporar uma variedade de efeitos que possam ser controlados através de um pedal. 

Captadores

   Um captador é uma imã envolto por uma bobina de fio de cobre. Quando as cordas se movimentam, o campo magnético é alterado, induzindo voltagem elétrica na bobina de cobre. Os designs antigos dos captadores de single coil possuíam um som claro e limpo, mas geravam um barulho indesejado ou um “zumbido” quando colocados perto de outros dispositivos elétricos. Na metade dos anos 1950, Seth Lover, engenheiro da Gibson, desenvolveu uma configuração de captadores que eliminava este efeito e a chamou “humbucker”.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Como fazer palhetas

Passos

Encontre um pedaço de plástico que queira reciclar em um objeto útil.


Usando um marcador, trace o contorno de uma palheta no plástico.


Usando um cortador afiado (uma boa tesoura ou uma faca), 
corte a nova palheta no formato marcado.


Usando uma lixa de unha ou em folha, alise as bordas da palheta.

Dicas

Algumas fontes boas de plástico:

  • Cartões de clube, hotéis
  • Cartões de desconto
  • Cartões de presente
  • Cartões de crédito ou de banco velhos
  • Fundo de recipiente de margarina ou manteiga

Materiais necessários:

  • Uma palheta de guitarra, para marcar o contorno.
  • Um marcador. A ponta da faca ou tesoura pode ser usada para tal, se você tiver a coordenação para fazer isto sem se ferir.
  • Faca ou tesoura
  • Uma fonte de plástico 



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sobre Improvisação


 Vamos tratar de um assunto muito legal para qualquer músico ou aspirante: a improvisação.

  O estilo mais aberto à improvisadores é sem dúvida o Jazz, pois além de dar espaço, a cada música a sua construção toda engloba muitos acordes e escalas diferentes.

  Já o Rock limita o uso dos mesmos. Há composições onde só uma escala (pentatônica) está em uso. Apesar de que  na maioria das vezes a guitarra é usada para músicas deste gênero.

  Músicos eruditos geralmente reclamam de não saberem improvisar. Isso é porque a partitura lhes gerou dependência e só tocam o que leem na frente. Pensando nisso, elaboramos algumas dicas importantes para fazer uma improvisação.

Aqui vão algumas dicas essenciais para você chegar lá:

·        Em seu instrumento não se limite a tocar sua frase musical sempre começando do grave para o agudo, use linhas melódicas que combinem movimento descendente e ascendente.

·        Não se restrinja ao registro médio ou à região mais confortável de seu instrumento, explore-o totalmente.

·        Não fique caçando notas. Memorize a escala a ser usada por toda a extensão do seu instrumento até tocá-la com naturalidade deixando sua mente livre para o desenvolvimento melódico.

·        Varie a dinâmica. Tem momentos para tocar mais fraco, mais forte, mais suave ou agressivo. Não toque sempre do mesmo jeito.

·        Use uma variedade de articulações (ligaduras bends, etc). Não toque sempre "staccato".

·        Concentre-se em ouvir mentalmente a nota antes de tocá-la. Isso requer antecipação e controle constante. Esta é a parte mais difícil, requer muito estudo, paciência e total controle do instrumento para que aquilo que você cantou na mente flua pela suas mãos.

·        Procure controlar tensão e resolução. Seu solo deve ser como uma história com começo e fim, deve ter um senso de direção. 


quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Guitarra Fender Telecaster


  O som elétrico chamou a atenção do público no inicio da década de 1940, em parte graças aos músicos de jazz que usavam guitarras semi acústicas de tampo abaulado para produzir um som envolvente, amplificado e fechado, que poderia manter-se contra o metal e a percussão das “big bands”. Mas não foi antes dos anos de 1950 que as guitarras elétricas sólidas ganharam proeminência com o lançamento de dois instrumentos de referência através de Leo Fender, um talentoso e experiente engenheiro. Com um único cutaway e um único captador na ponte, o modelo Esquire de Fender tinha um timbre agudo vigoroso que se adequava ao country a ao rock and roll primitivo.  Leo Fender também criou uma versão mais sofisticada com o mesmo formato de corpo, porém com um captador também no braço. Originalmente chamada de Broadcaster , foi renomeada para Telecaster em 1951, e assim, nascia um dos mais versáteis e duradouros modelos de guitarras.


  A Fender Telecaster apesar de ser um dos modelos mais antigos de guitarra, ainda é um dos instrumentos mais usados no mundo. Conhecida por seu tom brilhante, grande sustentação, design robusto e praticidade, a “tele” é particularmente adorada pelos músicos country pela clareza o som, similar a de um sino.

Captador na ponte

  O captador inclinado na ponte da Telecaster é conhecido por seu timbre agudo e metálico.

Principais atributos.

  • Clareza de som
  • Excelente tocabilidade
  • Excelente instrumento de trabalho
  • Um ícone do design do século XX 


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A história do amplificador


  Os primeiros amplificadores surgiram nos anos 30, usando válvulas de rádio e a tecnologia hi-fi da época. Conforme a guitarra elétrica foi se tornando popular, nos anos 50, surgiram os primeiros amplificadores especiais para esse instrumento, cujos modelos em geral combinavam um amplificador valvulado com um ou dois alto-falantes de 30 cm (12 polegadas). No final dos anos 60, a moda eram os amplificadores de elevada potência, com sistemas de grandes caixas de som independentes. Nos anos 70 surgiu a tecnologia solid-state, mais barata, com os transistores substituindo as válvulas. Os amplificadores valvulados, contudo, são os preferidos de muitos guitarristas profissionais.





terça-feira, 28 de maio de 2013

Afinando a guitarra com afinações alternativas


  Talvez você tenha ouvido sobre guitarristas que afinam a guitarra 1/2 ou 1 tom abaixo. Eles têm alguns motivos para fazer isso. Principalmente pelo som, mas, também devido ao cantores que não querem se esforçar mais que o necessário tentando cantar mais alto que as guitarras.Afinando sua guitarra 1/2 ou 1 tom abaixo é fácil desde que você saiba como afinar a sua guitarra de ouvido. Se você quer a sua guitarra afinada 1/2 tom abaixo, as cordas soltas soarão conforme o diagrama abaixo:

Eb ----------------------------------
Bb ----------------------------------
Gb ----------------------------------
Db ----------------------------------
Ab ----------------------------------
Eb ----------------------------------

  Todas as cordas foram abaixadas pelo bemol (bemolizadas). Apenas afine a sua guitarra no modo padrão e então afine a corda E na casa 6 até que ela fique igual a corda 5 (A), então siga os passos listados no início desta lição. Uma maneira fácil de encontrar seu ponto de referência para isso é esta: Descubra o que você quer que a corda solta seja. Se você está afinando um tom inteiro abaixo, então a corda E deverá ser afinada como D. Se a corda E já está afinada como D, então conte as casas até encontrar o A.

DII-----E--F------G------A------B--C------D------E--F-

  Neste caso ele será encontrado na casa 7. Afine a casa 7 batendo com a corda 5 solta. A corda E deverá estar afinada como D solto. Agora siga afinando as outras cordas usando esta como referência. ..
 Abaixo estão outras afinações alternativas que você pode experimentar. Veja se você consegue afinar a guitarra sem usar um afinador eletrônico. Assim que você conhecer a escala da guitarra, você perceberá que afinar é fácil. A melhor maneira de se treinar o ouvido é experimentando tocar com diferentes afinações.

E,B,G,D,A,E (Standard) 

D,B,G,B,G,D

D,A,Fs,D,A,D

D,A,G,D,A,D

D,C,G,D,G,B

D,B,G,D,A,E

E,Cs,A,Cs,A,E

D,B,G,D,B,G

E,C,G,C,G,C

Afinação Padrão (Standart)


  Para afinar sua guitarra, você somente precisa ter uma das cordas afinadas, desde que você saiba qual é. Esta corda é conhecida como ponto de referência. Uma vez que se tenha uma corda afinada, afinar o resto é fácil. Existem várias maneiras de se encontrar o ponto de referência. Você pode seguir os seguintes métodos para afinar uma corda, ou todas as cordas.

Piano/Teclado: O teclado é uma excelente maneira de afinar a sua guitarra. Apenas afine as cordas, batendo com o som do teclado nas respectivas teclas.

Afinador Eletrônico: Permite que se afine a guitarra medindo a frequência da cada. Maneira muito fácil de afinar a guitarra.

Diapasão de Apito: O afinador tem 6 apitos,um para cada corda da guitarra. Apenas afine a corda com o respectivo som do apito.

Diapasão de Garfo: Quando o afinador é percutido, ele emite a nota A na frequência de 440 hz. Simplesmente afine a nota na casa 5 com o diapasão.

Siga as instruções abaixo para afinar a sua guitarra, tendo a corda já afinada em E.

Passo 1: Coloque o seu dedo na casa 5 da sexta corda e afine a quinta corda até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 2: Coloque o seu dedo na casa 5 da quinta corda e afine a corda 4 até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 3: Coloque o seu dedo na casa 5 da corda 4 e afine a corda 3 até os sons ficarem iguais na altura.

Passo 4: Coloque o seu dedo na casa 4 da corda 4 e afine a terceira corda até os sons baterem.

Passo 5: Coloque o seu dedo na casa 5 da corda 2 e afine a primeira, até os sons baterem. Ficará assim:
.

E ----------------------------------------0------------ 1
B -----------------------------0-------5--------------- 2
G ------------------0-------4-------------------------- 3
D -------0------5-------------------------------------- 4
A-----0------5----------------------------------------- 5
E------5------------------------------------------- --- 6


 Se você entendeu isso, você poderá afinar a sua guitarra a partir de qualquer ponto de referência. É sempre bom afinar a guitarra antes de começar a tocar. Ela fica desafinada muito fácil. Agora que você sabe como afinar a guitarra, poderemos estudar algumas afinações alternativas.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Como tocar com palheta


  A palheta (pick) é um acessório obrigatório para a maioria dos guitarristas, baixistas e até violonistas modernos. Seu som é característico, claro, e seu uso com técnica apurada fornece velocidade e precisão indiscutíveis. São poucos os grandes guitarristas se utilizam somente dos dedos para tocar e solar (Mark Knopfler, do Dire Straits é um grande exemplo).


  As palhetas são encontradas em diversos formatos, tamanhos e espessuras. Para começar, escolha uma palheta de formato regular (quase triangular, com os cantos arredondados), de espessura média. Após acostumar-se com seu movimento, você pode experimentar outras espessuras e tamanhos.

  O posicionamento da MD para tocar com a palheta é o seguinte: ela deve ser segurada entre a polpa do dedo polegar e o nó da última articulação do dedo indicador, com a ponta voltada para as cordas do instrumento. Os outros dedos da MD devem ficar curvados para dentro da palma. NÃO se deve apoiar qualquer dedo no instrumento, NEM a mão sobre a ponte ou cavalete. Estes maus-hábitos devem ser cortados desde o início, pois são dificílimos de abandonar depois de instalados.

  A área de contato entre palheta/corda é de, no máximo, 1mm. A superfície da palheta deverá ficar paralela à corda, e não transversal. Embora alguns espertos acreditem que esta técnica dá mais velocidade, o som obtido não é claro. Existem músicos que utilizam a técnica da palhetada inclinada para obter um timbre diferente em uma ou outra música, mas não é um padrão a se seguir. Você deverá buscar precisão e velocidade com a técnica correta. A palheta deve ser segura de maneira firme: não com força, mas suficientemente segura para não cair durante seu uso.
  O movimento da palheta é obtido de duas maneiras: com o movimento dos dedos ou com o movimento do pulso.

  O movimento de dedos é conseguido pelo movimento do polegar para frente e para trás ou para cima e para baixo, sobre a palheta, como se fosse uma gangorra, usando o dedo indicador como suporte. O curso da palheta deverá ser mínimo, para que se consiga um movimento uniforme e rápido.

  O movimento da palheta através do pulso é obtido ou com a rotação do pulso ou com o deslocamento do pulso para os lados. Vamos exagerar: para perceber a rotação, segure a palheta do modo correto. Agora, vire sua palma da mão para cima, e depois para baixo. Isto é rotação do pulso. É claro que este movimento deverá ser mínimo, quase imperceptível. Vamos ao deslocamento lateral. Segure a palheta do modo correto. Sem mexer o braço direito, posicione a palheta na direção da sexta corda, depois, na direção a primeira. Notou como sua mão desloca-se lateralmente em relação ao pulso?

  Você viu que, na verdade, as 2 maneiras podem ser efetuadas de 4 jeitos. Tente todas, para ver qual se adapta melhor a você. Uma dica: não faça o movimento vir do cotovelo. Além de descontrolado, este movimento ocasiona cansaço e dores, além de problemas ortopédicos futuros, pela tensão exagerada que é utilizada. Faça o seguinte: se o movimento através dos dedos é difícil para você, faça os movimentos vindos do pulso, mas concentre-se nos dedos. Parece ridículo, mas o esforço direcionado para os dedos para no pulso, e evita o movimento do cotovelo.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Técnicas para guitarra

Slide
Oslide consiste, basicamente, em tocar uma nota e "escorregar" o dedo para outra(s) casa(s)/nota(s).
Exemplo

E|-----------------------------
B|-----------------------------
G|------------7---------------
D|-----5-7/9---9------------
A|-3/5-----------------------
E|----------------------------

•Bend
  Consiste em tocar uma nota e move-la (a corda,para cima ou para baixo) junto ao braço fazendo com que a nota suba para uma região mais alta (aguda), transformando-a em outra nota. O bend pode ser de 1/4 de tom, 1/2 tom, 1 tom, 1 tom e 1/2, 2 tons, 2 tons e 1/2 ou 3 tons. Nas cordas agudas puxa-se a corda pra cima, nas graves para baixo.
Exemplo:

E|---------------------------
B|---------------------------
G|-----5b----5b-----------
D|--5b----5b----7---------
A|---------------------------
E|---------------------------

 Neste caso o "b" representa um bend de 1/2 tom, a nota do(C) da casa 5 ao sofrer o bend soou como um do(C#) sustenido.

•Pre-Bend
Consiste em puxar uma nota para alcançar o som que se queira e após isso executar a nota, a diferença do pré-bend pro bend e que no bend primeiro você toca a nota do traste que esta marcando e depois ergue a corda e no pré-bend você primeiro ergue a corda e depois toca, omitindo a nota de origem. Também vai de 1/4 de tom a 3 tons.
Exemplo:

E|---------------------------
B|---------------------------
G|-----b5----b5-----------
D|--b5----b5----7---------
A|----------------------------
E|----------------------------

 Neste caso, um pre-bend de 1/2 tom, a nota de origem, o do(C), nao soa, apenas o do(C#) sustenido.

•Release
Consiste em "baixar" a corda apos um bend ou de um pre-bend.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5br5--------------
D|--5br5--------7----------
A|----------------------------
E|----------------------------

•Ligado
OLigado nada mais e do que tocar uma e "martelar" uma casa mais aguda, ou "desmarcar" a nota que foi tocada para uma outra casa mais grave soar. Esse recurso e muito utilizado para licks velozes, pois dispensa o uso de palheta.
 O ligado ascendente quando você "martela" uma casa mais aguda também e chamado de hammer on. O ligado descendente quando você "desmarca" a nota atual para soar uma mais grave também e chamado de pull off.
Exemplo:

E|----------------------------
B|---------------------------
G|--------5h7p5-----------
D|--5h7p5-------7---------
A|----------------------------
E|-----------------------------

•Vibrato
Consiste em fazer leves bends para baixo e para cima em sequencia.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5~~~~-----------
D|--5~~~~-------7---------
A|----------------------------
E|----------------------------

•Tapping
É usar um dos lados da palheta (o que lhe for mais confortável, ou o próprio dedo) para "martelar" uma casa(nota). Esse recurso é usado para alcançar rapidamente regiões mais agudas do braço do instrumento.
Exemplo:

E|----------------------------
B|----------------------------
G|--------5-t17------------
D|--5-t17------7-----------
A|---------------------------
E|---------------------------- 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Escalas Pentatônicas - Parte 02

ESCALA PENTATÔNICA: É uma escala de 5 sons usada no "ROCK" e alguns estilos de musica "Blues", sendo mais empregada como melodia.
Há três formas: Maior, Menor e Dominante.

ESCALA PENTATÔNICA MAIOR- É derivada do Círculo das Quintas no sentido horário, a partir da tônica.Exemplo Escala Pentatônica maior de DÓ= DÓ- SOL- RÉ- LÁ e MI
Quando as notas são ordenadas dentro de uma oitava, formam a sequência:
DÓ - RÉ- MI - SOL - LÁ
REGRA: Escrever a escala Maior e retirar os IV e VII Graus.

ESCALA PENTATÔNICA MENOR - É derivada do Círculo das Quintas, iniciando-se na Terça menor, no sentido horário.
Exemplo: Escala Pentatônica menor de DÓ= MIb - SIb - FÁ- DÓ - SOL
Ordenadas dentro de uma oitava= DÓ- MIb- FÁ- SOL- SIb
REGRA: Escrever a Escala Menor Natural sem os II e VI Graus ou notas do acorde menor com sétima mais o IV Grau.

ESCALA PENTATÔNICA DOMINANTE= Também derivada do Círculo das Quintas, como a pentatônica maior, exceto pelo VI, que é substituído pela sétima menor.
REGRA: Escrever a Escala Pentatônica Maior e substituir o VI grau pela sétima menor.