quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Escalas e modos gregos


Introdução

  Para completo entendimento desse assunto é necessário que os desenhos dos modos gregos e pentatônicas, estejam bem decorados, por isso, treine bastante as escalas até que estejam perfeitamente memorizadas. Nessa seção iremos abordar sobre vários assuntos relacionados às escalas, tentarei descomplicar o estudo, você aprenderá a entender as escalas e aplica-las baseando-se no campo harmônico. Darei varias dicas importantes, assim como explicações esclarecedoras, mas vale salientar que é muito importante a completa memorização dos desenhos, pois agora estamos entrando em um estudo mais avançado.

Explicação

  É muito importante antes de nos aprofundarmos no assunto, esclarecermos certos pontos relacionados às escalas. Os Modos Gregos são compostos de 5 desenhos, mas na verdade são 7 escalas, pois Lócrio / Jônio e Frígio / Lídio na verdade são 2 escalas "embutidas" em 1 desenho.

  As escalas estão escritas no que eu chamo de posição natural, onde você estará tocando somente notas naturais, ou seja, sem “Sustenidos’ e “Bemóis”, essa vai ser nossa área de estudo”. Cada escala corresponde a uma nota tônica, vamos a elas:

MIXOLÍDIO: G
EÓLIA: A
LÓCRIO: B
JÔNIO: C
DÓRICO: D
FRÍGIO: E
LÍDIO: F

  Veja porquê Lócrio / Jônio e Frígio / Lídio são formados por um desenho mas na verdade são, na teoria, escalas diferentes, Lócrio / Jônio são correspondentes as escalas de B/C, notas que você anda ½ tom, assim como o Frígio / Lídio correspondem a E/F notas que também andam ½ tom. Agora vamos descomplicar o pensamento em relação as escalas! Todos os modos são formados pelas mesmas notas, sendo, por exemplo, a escala Mixolídio formada pelas notas:

G/A/B/C/D/E/F/G/

E a Eólia formada pelas notas:

A/B/C/D/E/F/G/A

  E assim por diante, as únicas coisas que mudam de uma escala para outra são: o desenho, e a nota de saída da escala, sendo o desenvolvimento dela igual em todas as outras escalas. Se todas as escalas têm as mesmas notas, elas seriam iguais então? Na teoria não, mas na pratica sim! Todas elas têm a mesma importância, em um solo todas elas podem ser encaixadas perfeitamente, porque como vimos, em matéria de notas, não há diferença entre elas.

  É muito importante deixar isso bem claro, porque muitos alunos tinham uma visão burocrática da escala, por exemplo, sobre escala maior e escala menor. Na verdade, na pratica não existe escala maior ou menor, ora todas as escalas são iguais, porque haveria de existir escala maior ou menor, o quê na verdade seria correto dizer é que existe escala com desenho maior e desenho menor.
Note que todas os desenhos se encaixam entre si, a ideia seria; onde termina uma escala já é o começo da outra, então elas têm uma sequencia lógica, o que é claro, facilita o estudo de visualização. No assunto campo harmônico foi dito que escalas e acordes estão juntos, embutidos em uma coisa só, por exemplo, a escala Eólia começa em A; que acorde, maior ou menor casaria com a escala?

 A ou Am? Visualizando, você verá que é o Am porque não há "sustenidos" nesse acorde, portanto a Eólia têm um desenho menor, mas isso não quer dizer que é uma escala menor porque na Jônio por exemplo, se encaixa um acorde de C, então ela seria uma escala com desenho maior, mas na Eólia, assim como na Jônio, nós temos as mesmas notas, então não há diferença em nenhuma das duas, você poderá usar qualquer escala, em qualquer base, é claro com certos critérios que serão citados aqui. No campo harmônico os graus são relacionados às escalas sendo:

Primeiro grau: Jônio
Segundo grau: Dórico
Terceiro grau: Frígio
Quarto grau: Lídio
Quinto grau: Mixolidio
Sexto grau: Eólia
Sétimo grau: Lôcrio

  Para que você possa entender melhor o assunto explicado procure estudar mais sobre Campo Harmônico. Agora você tem que sempre pensar nas escalas como uma unidade, temos os desenhos, mas todo o bloco é importante. O que vai acontecer muito com escalas é a mudança de região, mas tudo é feito matematicamente. Temos o campo harmônico original, onde seria a área de estudo e onde você não encontrará sustenidos, mas veja por exemplo, o campo harmônico de G.

 G é claro está no primeiro grau que é da escala Jônio, então faça a escala Jônio sair da nota G na 6ª corda, e pronto você fez a transposição correta! E as outras escalas vão andar proporcionalmente. No campo já estarão escritas as posições, mas você pode fazer isso usando a lógica, onde termina uma, começa a outra e assim por diante! As escalas não mudam de ordem, elas mudam de região, tudo matematicamente. Sempre depois da Jônio virá a Dórico e depois da Dórico, Frígio e assim por diante! Por isso é muito importante decorar as escalas muito bem, para ter opções de vários desenhos. As trilhas, por exemplo, são nada mais nada menos que formas prontas de duas ou mais escalas juntas e são importantes para conhecer novas formas.

 As pentatônicas são um resumo dos modos gregos, "Penta" significa 5, elas são as 5 tônicas dos Modos Gregos, e cada Modo Grego têm a sua pentatônica correspondente, e só dar uma olhada nos desenhos, e para usá-las é a mesma coisa, elas acompanham os modos. Existe um truque para solar em "Blues", que seria o seguinte: o "Blues" tem uma sonoridade muito característica, para seguir adiante temos que entender a sonoridade, o quê torna o "Blues" tão peculiar.

  O "Blues" basicamente é construído por acordes maiores, mais especificamente é só pegar os acordes do Primeiro/Quarto/Quinto graus, esses graus são todos maiores, e em qualquer campo harmônico tocando essa sequencia você terá uma "cadência Blues"!

  A particularidade do "Blues" vem de um efeito harmônico muito interessante, o "Blues" então é criado basicamente por acordes maiores, o quê caracteriza se um acorde é maior ou menor (consulte formação de acordes) seria o intervalo de terça, e temos a terça maior para acordes maiores e a terça menor para acordes menores, para ter um efeito "Blues", é tocado junto com o acorde maior a terça menor desse acorde, por exemplo, vamos pegar a tônica de um "Blues" em um campo harmônico natural, o de estudo, a tônica do "Blues" estaria no primeiro grau, C, o acorde de C (Dó maior) é formado pela terça maior que é a nota E, toque junto a nota Eb, que é a terça menor, pronto esse é o efeito "Blues"( Blue Note). Note que na Penta Blues, a nota a mais que ela tem é exatamente o Eb.

  Mas ainda não é só isso, o que os guitarristas de "Blues" fazem é mais radical; por exemplo: um "Blues" no campo harmônico natural seria basicamente C/F/G, você de cara pode solar em, Modos gregos, pentatônicas e penta blues na posição original sem problemas, vai ficar bem legal.

Mas para ter o efeito "Blues" realmente, pegue somente a pentâtonica e a penta blues e faça andarem 1 tom e ½ à frente da posição original! Agora sim você estará solando com a sonoridade "Blues"! Mas o quê foi feito na verdade?

 A ideia "Blues" é você tocar em cima de acordes maiores a terça menor da tônica do "Blues" certo? Agora vejamos, o tom do "Blues" natural é C, que escala faz parte desse tom? A escala Jônio, que é claro uma escala com desenho maior, andando todos os desenhos 1 tom e ½ a frente, que escala está agora em C? Seria a Eólia que é uma escala com desenho menor.Ou seja a idéia básica, que era tocar em cima de um acorde maior a terça menor, se estendeu para onde havia uma escala com desenho maior para agora uma com desenho menor,  não é demais?

  O quê é muito importante dizer é que quando você desloca as escalas 1 tom e ½ à frente, só use Pentas e Penta blues e esse efeito é só para "Blues", ou para músicas que usem o primeiro, quarto e quinto graus do campo harmônico. Então veja que linha de raciocínio simples que você pode seguir agora! Imagine um "Blues" em E. A tônica de um "Blues" é sempre um acorde do primeiro grau. ENTÃO ESTE SERIA O CAMPO HARMÔNICO DE E. Um Blues nessa tonalidade seria formado basicamente por, E/A/B, (primeiro grau/quarto e quinto) a tônica do "Blues" é sempre o acorde do primeiro grau.

  Você poderia usar a Jônio saindo de E, modos gregos / pentatônicas, e poderia também usar a penta da eólia em E, o que daria o efeito "Blues". É o mesmo raciocínio para todos os campos.

Conclusão

Todos os desenhos de escalas são importantes. As escalas são formadas pelas mesmas notas, sendo a Jônio, Lídio e Mixolídio, desenhos "maiores" e, a Eólia, Dórico, Frígio, desenhos "menores". Lócrio desenho meio diminuto ou 5+. Efeito "Blues" é conseguido pelo deslocamento das pentatônicas, penta blues 1 tom e ½ a frente. Faça um estudo para decorar sequencias de acordes de diversos campos harmônicos, assim você poderá identificar mais rapidamente que campo está sendo usado por determinada musica.


Estilos musicais - O instrumento certo

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Compre o instrumento certo para o estilo de música que pretende tocar. Os tipos de guitarras e violões usados com mais frequência em cada gênero musical são:
Rock, pop, metal: guitarra elétrica.
Rock acústico: violão de cordas de aço.
Blues: guitarras semi acústica e elétrica.
Country: guitarra, violão de cordas de aço.
Folk: violão com cordas de nylon ou aço.
Jazz: violão de cordas de aço e guitarra semi acústica.
MPB e Bossa Nova: violão com cordas de nylon.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Guitarras para guitarristas canhotos

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  O guitarrista canhoto tem mais um dilema a enfrentar. É melhor comprar um instrumento para canhotos desde o início, ou simplesmente aprender a tocar com a mão direita e desfrutar da variedade maior de instrumentos musicais disponíveis para destros? Como a mão que pressiona as cordas no braço da guitarra é muito importante (e essa seria a mão direita de um guitarrista canhoto) muitos canhotos simplesmente optam por tocar uma guitarra para destros. Afinal, se não existe, por exemplo, um piano para canhotos, porque seria tão ruim tocar uma guitarra para destros? Só você pode responder a essa pergunta. No entanto, certamente você deveria experimentar algumas guitarras para destros e para canhotos em alguma loja de instrumentos antes de tomar sua decisão. Não se preocupe se você ainda não consegue tocar nada; sente-se com o instrumento e toque um par de cordas soltas. Se você sentir que a guitarra para canhotos é mais natural de segurar, então siga o seu instinto. 

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Adaptando uma guitarra para destros.

  Jimi Hendrix imortalizou a imagem de uma guitarra para destros de cabeça para baixo com as cordas reorganizadas, mas isso pode trazer diversos problemas de entonação e afinação. O corte do corpo de uma guitarra elétrica também estará do lado errado do braço, tornando o acesso as notas altas do braço mais difícil.
  Há também alguns guitarristas (geralmente autodidatas) que aprendem tocar guitarra para destros virada de cabeça para baixo sem reordenar as cordas. Embora essa seja a opção menos recomendada para guitarristas canhotos, serve para ilustrar que não há regras rígidas.
  No longo prazo, pode ser muito menos problemático comprar uma guitarra para canhotos, todos os componentes-chave (ou seja, a ponte, o tensor, o corpo e o braço) já estão invertidos para garantir que o instrumento seja confortável para tocar e que permanecerá afinado. 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Técnicas de guitarra

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Ligaduras (Legato)

  É a ligação de som que aparece entre uma nota fixa e uma nota solta. Também conhecida como legato, é uma técnica amplamente empregada em arranjos e solos. Existem basicamente dois tipos de ligaduras: uma ascendente e outra descendente conhecidas respectivamente como Hammer-on e Pull-of.

a) Hammer-on (h)

  Consiste basicamente em tocar uma nota e fazer a outra soar sem auxílio da mão direita. A nota ligada será martelada com um dedo da mão esquerda. Esta nota que vai soar depois da primeira vai estar sempre na mesma corda é em qualquer uma casa acima (ligadura ascendente).

  Abaixo temos um exemplo de aplicação de hammer-ons feito sobre uma escala pentatônica.

   e:|--------------------8h10--12-------------------|

   B:|--------------8h10-----------------------------|

   G:|---------7h9-----------------------------------|

   D:|---7h10----------------------------------------|

   A:|-----------------------------------------------|

   E:|-----------------------------------------------|

   Di:   1 4   1 3  2  4  2  4   4

Execução

  Para executar o trecho acima, siga a digitação da mão esquerda representada por "Di". Toque a nota da corda (D) 7ª casa com o dedo 1, a nota da 10ª casa será obtida através de uma martelada com o dedo 4. A martelada deve ser feita sem soltar o dedo 1 da 7ª casa. Depois temos uma ligadura na corda (G) 7ª casa ligada com a 9ª casa, a martelada agora é feita com
o dedo 3. As outras ligaduras serão executadas da mesma forma.

Representação

  Na tablatura acima temos quatro ligaduras do tipo "Hammer-on", representadas pela letra "h". Note que o primeiro número antes do "h" é sempre inferior ao segundo (ligadura para cima).

  Em outras formas de representação em tablaturas, encontraremos as ligaduras representadas pelo símbolo (_) entre dois ou mais números. Neste formato não temos indicado o tipo de ligadura (hammer-on ou pull-of).

  Abaixo temos outro exemplo de aplicação de hammer-ons feito sobre a escala maior de G.


     e:|--10_12--8_10--7_8--5_7--3_5--2_3_2_0------------|

   B:|-------------------------------------------------|

   G:|-------------------------------------------------|

   D:|-------------------------------------------------|

   A:|-------------------------------------------------|

   E:|-------------------------------------------------|

  
   Di:   1  3  1  3  1 2  1 3  1 3  1 2 1


  Analisando o exemplo acima, nota-se no trecho final (2_3_2_0) um conjunto de ligaduras, onde (3_2_0) são descendentes (Pull-of).

b) Pull-of (p)

  Pull-off é de certa forma o inverso de um hammer-on, consistem em soltar rapidamente uma nota fazendo com que a mesma soe solta ou apertada em um traste anterior, sem auxílio da mão direita. Esta nota que vai soar solta, vai estar sempre na mesma corda é em qualquer uma casa abaixo (ligadura descendente).

Neste exemplo temos a aplicação de pull-ofs feito sobre uma escala pentatônica.


   e:|---10p8----------------------------------------|

   B:|--------10p8-----------------------------------|

   G:|-------------9p7------7------------------------|

   D:|------------------10---------------------------|

   A:|-----------------------------------------------|

   E:|-----------------------------------------------|

   Di:   4 2  4 2  3 1  4   1

Execução

  Para executar o trecho acima siga a digitação da mão esquerda representada por "Di". Para executar (10p8) o dedo 2 da mão esquerda deve estar posicionado na 8ª casa, toque a nota da corda (e) 10ª casa (pressionada pelo dedo 4) é puxe soltando a nota com o mesmo dedo. O importante é sempre estar com o dedo da nota anterior posicionado.

Representação

  Na tablatura acima temos três ligaduras do tipo "Pull-of", representadas pela letra "p". Note que o número antes do "p" é sempre superior (ligadura para baixo).

No próximo exemplo temos a aplicação de pull-ons feito sobre a escala maior de G.

   e:|--12_10--10_8--8_7--7_5--5_3--3_2_0--------------|

   B:|-------------------------------------------------|

   G:|-------------------------------------------------|

   D:|-------------------------------------------------|

   A:|-------------------------------------------------|

   E:|-------------------------------------------------|

   Di:  3  1   3  1  2 1  3 1  3 1  2 1


   No início é difícil conseguir um som satisfatório das notas marteladas ou puxadas, a técnica de ligaduras exige um bom instrumento, agilidade e treinamento.


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A guitarra

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  A guitarra estabeleceu-se durante o século 20 como o mais popular instrumento do mundo. Por ser adaptável, portátil, atrativa e versátil, tem sido usada em um ilimitado número de estilos. É um dos mais práticos instrumentos de cordas, para se tocar tanto solos quanto ritmo. O som da guitarra pode ser ouvido em todos os países de todos os continentes, com uma inigualável diversidade.

  Depois de mais de 150 anos, ela mudou radicalmente. De um pequeno instrumento com um som delicado, baixo volume, é agora rica em timbres e dinâmica. Alguns desenhos de guitarra têm se tornado verdadeiros ícones, e ela tornou-se hoje um elemento essencial para a música. Originada na família dos instrumentos de cordas antigos, as primeiras guitarras, apareceram na Itália e na Espanha durante a Renascença, e daí espalhou-se gradativamente pela Europa. A Espanha é o berço da guitarra clássica moderna, que emergiu durante o século 19. Neste período ocorreu também o desenvolvimento das cordas de aço, e o aparecimento de guitarras flat-top e das archtop na América do Norte. Os modelos elétricos foram lançados em 1930 como resultado de experimentos com a amplificação de instrumentos. Durante o século 20 ocorre à popularização da guitarra em todo o mundo, e que coincide com o desenvolvimento das técnicas de gravação.

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  Hoje a guitarra é usada em uma grande variedade de formas e estilos de composição, aparecendo desde a música Barroca, passando pelo Jazz, Blues e até o Rock'n Roll. Certos gêneros musicais tem uma associação imediata com a guitarra, em particular o flamenco, o country, o blues, o pop e o rock. Nos últimos 70 anos, a guitarra tornou-se o mais popular instrumento para solos e acompanhamentos, tanto para artistas solos, ou para banda.

  No início do século 16, apareceu em um livro uma descrição, que seria para um instrumento chamado vihuela. Os compositores escreviam peças para serem executadas diante da Corte Real e dos membros da Aristocracia. Neste tempo, em muitos países da Europa, a guitarra era usada por músicos profissionais. Era também tocada como fundo para as apresentações teatrais.

  Durante o século 18, o uso freqüente do piano e de outros instrumentos de teclas afetaram a popularidade da guitarra. Entretanto, com o desenvolvimento de técnicas, e o surgimento de uma nova geração de virtuosos, levaram ao ressurgimento da guitarra (fim do século 18 e início do 19). O uso de cordas únicas, ao invés de pares de cordas, facilitou a execução, e artistas como Dionísio Aguado, Mauro Giuliani e Fernando Sor, produziram músicas repletas de virtuosismo.

  Durante o século 19, a guitarra tornou-se mais popular, com vários métodos de execução, e com um grande repertório. Francisco Tarrega foi uma figura chave tanto como executor como professor. Neste tempo, novos instrumentos foram desenvolvidos por Antonio de Torres, que levaram a guitarra a um novo nível. Tarrega influenciou uma escola de artistas que fundaram a música clássica como conhecemos hoje. A música Flamenca da Espanha, ganhou destaque durante este século. Na América a guitarra tinha um importante lugar tanto na tradição clássica quanto no folk. E na América do Norte, o blues, começou a desenvolver-se nos estados sulinos.

  No século 20, Andrés Segóvia, Ramón Montoya e Robert Johnson foram quem ajudou a estabelecer a força do instrumento nos mais diversos estilos musicais. A guitarra também faz parte da música country, popular nos anos 30. Também começou a substituir o banjo no Jazz.

  A guitarra foi um dos primeiros instrumentos a se adaptar com sucesso a amplificação. A guitarra elétrica foi pioneira no jazz, pelas mãos de Charlie Christian nos anos 30. Depois da 2.ª guerra mundial, o interesse pela guitarra aumentou, e uma nova geração de virtuosos apareceu. Nos anos 50 e 60, a guitarra começou a tornar-se moda em todo o mundo, em vários campos da música.

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  A diversidade de estilos requer uma grande diversidade de técnicas de execução para a guitarra. As guitarras para música clássica e flamenco, usam cordas de nylon e são tocadas com os dedos, enquanto que as guitarras que usam cordas de aço, são normalmente tocadas com palhetas. Guitarras elétricas têm uma técnica muito extensa de mão direita e mão esquerda. Hoje se estima que exista mais de 50 milhões de guitarristas no mundo. Devido a grande número de possibilidades, e ao grande número de guitarristas, as técnicas de guitarra são muito pessoais, e são diversos os artistas que lançam seus métodos.

  Vale lembrar que a história da guitarra se confunde com a própria história do Rock N' Roll, porque no mesmo tempo em que inventaram a distorção (efeito de pedal composto por um gerador que transforma o sinal emitido pelo instrumento, saturando-o antes que seja amplificado) o rock foi criado e a guitarra se tornou popular porque foi o instrumento que melhor se encaixava nas amplificações.

  Quem nunca dedilhou uma guitarra imaginária? Foi este fascínio que gerou tantos admiradores e estrelas da guitarra como Jimi Hendrix o maior de todos.
A guitarra é relativamente o instrumento mais recente que existe no Planeta Terra e sua história ainda está sendo construída.

  Charlie Christian jamais teria acreditado se alguém lhe falasse em 1939 que meio século depois já teríamos á disposição guitarras sintetizadas a sistemas MIDI, que transmitem o sinal do instrumento através de um raio de luz infravermelha ou até que haveria vários efeitos para a guitarra, feitos apenas por um pedal que possui centenas desses efeitos.

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  Ao longo de sua evolução, durante mais de meio século de existência, a guitarra elétrica assumiu significados tão diversos quanto ás possibilidades musicais abertas por esse único instrumento que pode valer por vários outros.
A guitarra no começo foi apenas um instrumento acompanhante como qualquer outro, mas já no começo se tornou o instrumento principal no Jazz e no Blues e além disso se tornou o estandarte maior do Rock N' Roll.

  A origem da guitarra vem de por volta de 1920, o violão já era extremamente popular nos Estados Unidos, principalmente em músicos negros e bandas de Jazz, onde apresentava apenas o ritmo das músicas que nem dava muita diferença na música pois a amplificação da época era tão ruim que ficava atrás das barulhentas turbas. Foi assim que surgiram novas idéias para a amplificação de guitarras. Assim surgiu a descoberta do captador magnético feito por Beauchamp que foi um sucesso, pois ele foi o primeiro a pensar em amplificar a partir da freqüência das vibrações das cordas. Essa invenção foi um sucesso e mostrando o poder de amplificação que se podia ter da guitarra.

  Logo após que a a Spanish foi lançada no mercado uma outra empresa - a Rowe-De Armond Company - começou a produção de guitarras com captadores em escala industrial. Essa guitarra foi a Gibson ES-150 que foi a primeira guitarra colocada a disposição de qualquer pessoa. Ela tinha um formato muito inovador para época e ainda possuía um potente captador acoplado ao tampo por intermédio de parafusos e molas, que permitia regular a sua distância em relação ás cordas.

  A guitarra teve algumas outras evoluções depois com a invenção da Gibson Les Paul que é a melhor guitarra que existe até hoje, a alavanca que faz conseguir vários outros sons da guitarra e a Fender Stratocaster feita por Léo Fender que a guitarra preferida por vários guitarristas, pois ela é o modelo mais leve e simples que existe até hoje.



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Manutenção da guitarra (Parte 01)


  Instrumentos empoeirados com cordas desgastadas são indiferentes e não trazem inspiração, tanto para tocar quanto para ouvir. Passar pano regularmente, e uma limpeza e um polimento ocasional mais intenso vão garantir que seu instrumento tenha o melhor som toda vez que for tocado. Guardar sua guitarra da forma correta vai minimizar o esforço necessário á manutenção regular e também proteger seu instrumento de danos acidentais.

Limpeza da Guitarra

  A maioria das guitarras tem revestimento de poliuretano de alto brilho, apesar de muitos modelos clássicos e algumas guitarras modernas feitas sob encomendas serem revestidas com laca de nitrocelulose. A escala pode ter o mesmo revestimento, ou pode ser de madeira envernizada. O melhor sistema de limpeza diária é passar pano de tecido suave, seco na guitarra depois de tocar, para retirar a gordura e a umidade antes que elas manchem ou corroam os componentes. As cordas podem ser desengorduradas e protegidas da corrosão prematura com aplicações leves de produtos especializados sem óleo.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Dicas para tocar com palheta


  Segure a palheta somente entre o polegar e o dedo indicador. É tentador usar o dedo médio para aprimorar a firmeza, mas é um mau hábito. Você pode deixar a palheta cair várias vezes no início, mas persista. Experimente onde você palheta ao longo das cordas: em direção ao braço irá dar notas de sonoridade calorosa, em direção a ponte, irá gerar um tom mais brilhante.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A mão da palheta



   A mão que usa a palheta gera volume, determina se uma única corda ou todo o acorde é tocado e, essencialmente, rege o ritmo. A maior parte dos guitarristas de rock e blues usa palheta para maior velocidade, volume e definição, geralmente denominada “ataque”, enquanto guitarristas acústicos tendem a usar o polegar e os dedos para versatilidade e toque de acordes. Outros as duas, usando palheta e um ou mais dedos, técnica conhecida como “palheta híbrida”. O posicionamento e a utilização da mão que usa a palheta corretamente irão maximizar sua habilidade em atingir as notas que precisa para tocar. Veja abaixo, algumas das posturas básicas da mão que usa a palheta.

Segurar a Palheta.

   Segure a palheta entre o polegar e o dedo indicador, expondo 3- 6mm da ponta. Não segure com muita força e tente manter a mão relaxada.


Palhetar Notas.

  Descanse levemente a palma da mão na ponte, mantendo os dedos livres, relaxados. Coloque a palheta para toques mais leves, mantenha-a mais fixa para maior volume.


Tocar os Acordes.

  Ao tocar passagens com os acordes prolongados, é melhor que levante a mão e descanse um ou dois dedos levemente no corpo da guitarra para estabilizar os movimentos da mão.


Palhetada Híbrida

   Ao usar a palheta e os dedos para palhetar os acordes (palhetada híbrida), tente deixar a mão “flutuar” para que ela não descanse no corpo ou na ponte da guitarra.




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Causas de quebra de cordas


Excesso de tensão. Cordas de guitarra são projetadas para serem afinadas em uma altura padrão que é a afinação feita pelo diapasão. Elas resistem a uma afinação apenas um pouco superior sem se partir ou prejudicar o braço do instrumento.

Desgaste natural. Quanto mais velha uma corda, maior a possibilidade dela se partir. A perda de elasticidade, o desgaste, a ferrugem causada pelo suor dos dedos enfraquecem as cordas de aço.

O peso da mão direita. Muitas vezes as cordas se partem, devido a técnicas pesadas da mão direita. Instrumentistas de ritmo, especialmente os que têm toque pesado, arrebentam cordas com frequência.

Dobra na cordaUma dobra na corda pode causar um ponto fraco. Ao instalar cordas de aço é preciso ter cuidado para não dobrá-las.


domingo, 19 de julho de 2015

Tipos de escalas


A Escala Maior

   A Escala Maior é a mais importante de todas, pois a partir dela, obtemos todas as outras escalas. A fórmula para obtermos essa escala é:

Tônica - 2ª - 3ª - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Os intervalos são:

Tônica --1 tom--> 2ª --1 tom--> 3ª --1/2 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1 tom--> 6ª --1 tom--> 7ª --1/2 tom--> 8ª

Exemplos:
1 - se a tônica for C (Dó), temos: C D E F G A B C (Escala Maior de Dó).
2 - se a tônica for A (Lá), temos: A B C# D E F# G# A (Escala Maior de Lá).

Aplicando na guitarra:

1- Escala Maior de Dó:
e-----------------------------------------
B-----------------------------------------
G-----------2-4-5-------------------------
D-----2-3-5-------------------------------
A-3-5-------------------------------------
E------------------8-10-12-13-15-17-19-20-
1 3 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2

ou

2- Escala Maior de Lá:
e-----------------
B-----------------
G-----------------
D-------------6-7-
A-------5-7-9-----
E-5-7-9-----------
1 2 4 1 2 4 1 2


  Estes são apenas alguns exemplos de possibilidade de patterns (seqüências prontas) para a Escala Maior. Note que você pode aplicá-la em qualquer lugar do braço, colocando a tônica em posições diferentes (ex: C no 8º traste da E grave ou 1º traste da B).

  É importante não ficar viciado em padrões "sobe-e-desce" da escala, pois isso limita sua criatividade na hora de escrever os licks. Tente improvisar sobre a escala de diferentes formas. Esta escala soa bem sobre os acordes maiores e tem uma sonoridade "alegre". É muito utilizada em rock, country, jazz e fusion.


 A Escala Menor

  A Escala Menor é a Escala Maior com bemóis na 3ª, 6ª e 7ª. Logo, a sua fórmula é:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b - Oitava

Os intervalos são:

Tônica --1 tom--> 2ª --1/2 tom--> 3ª b --1 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1/2 tom--> 6ª b --1 tom--> 7ª b --1 tom--> Oitava
Exemplo:

Escala Menor de Fá: F G Ab Bb C Db Eb F

Aplicando na guitarra: Fá Menor

e--------------------
B--------------------
G-------------6-8-10-
D------6-8-10--------
A-8-10---------------
E--------------------
1 3 1 2 4 1 2 4

 Novamente (aliás, sempre), você pode criar quantos patterns quiser sobre a escala: basta tocar em lugares diferentes do braço. Quanto a sonoridade, essa escala soa mais melancólica, é muito utilizada nos mais diferentes estilos (pop, blues, rock, fusion, country e heavy metal) e é tocada sobre acordes menores.

  Uma nota importante a se fazer é o fato de toda Escala Maior ter uma relativa Menor e vice-versa. Para descobrir qual é a relativa Menor, observe a 6ª nota da Escala Maior (ex: relativa menor de C é A); para a relativa Maior, veja a 3ª da Escala Menor (ex: relativa maior de D é F).

Escala Pentatônica Menor

  Junto com a Pentatônica Maior, é a escala mais simples que você pode aprender. São apenas cinco notas . mas que soam muito bem e, pelo que me consta, é a escala mais utilizada em toda a história da guitarra elétrica. Alguns mestres nessa escala: Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Jimmy Page e, claro, B.B. King e Jimi Hendrix.

  É uma escala fácil de se tocar porque, como o número de notas é menor, a margem de erro no improviso também é menor. A fórmula é:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo: Penta Menor de E

e------------------------------------
B----------12-15b17--b17r15-12-------
G----12-14---------------------14----
D-14------------------------------14-
A------------------------------------
E------------------------------------
3 1 3 1 2 2 1 2 2


  A escala é aplicável em quase todos os estilos musicais e soa bem sobre acordes Menores, Menores com 7ª ou com 7ª Dominante

  
Escala De Blues

  Como o próprio nome já diz, é muito usada em blues. Trata-se de uma Pentatônica Menor com uma 5ª Menor incluída. Logo:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª b - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo -- Blues em E: E G A Bb B -D E

Na guitarra, temos, em E:

e-17-15----------------------------------
B-------17-15----------------------------
G-------------16-15-14-12-14b16-14-12----
D-------------------------------------14-
A----------------------------------------
E----------------------------------------

  Tocamos essa escala sobre acordes Menores, Menores com 7ª, Menores com 9ª, 7ª Dominante e 9ª Dominante.

Escala Pentatônica Maior

  Essa escala é muito usada em country devido a sua sonoridade característica. Para obtê-la, utilizamos a mesma fórmula de construção do acorde Maj6/9:

Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 9ª - Oitava ou, se você preferir (é a mesma coisa): Tônica - 2ª - 3ª - 5ª - 6ª - Oitava

Exemplo -- Penta Maior de F: F G A C D F

Aplicando na guitarra, em F:

e----------------------------
B----------------------------
G----------------------------
D---------8-10b12-12---------
A-8-10-12------------12-10-8-
E----------------------------
1 2 4 1 2 4 4 2 1

  É tocada sobre os acordes Maiores, Maiores com 7ª e com 7ª Dominante

Escala Menor Harmônica

  É uma escala derivada da Escala Menor Natural. Apenas adicione um sustenido na 7ª:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª - Oitava

Exemplo -- Menor Harmônica em A: A B C D E F G# A

Aplicando no braço:

e---------------------
B---------------------
G---------------------
D-----------------6-7-
A-------5-7-8-7-8-----
E-5-7-8---------------
1 2 4 1 2 4 2 4 1 2

  Sua sonoridade é bem próxima a da Escala Menor Natural. Cai muito bem em solos rápidos estilo Yngwie Malmsteen (ouça esse cara tocar se você não o conhece ainda!).


Escala Melódica Menor

  Esta escala é muito diferente das outras até agora. Ela se caracteriza por ter duas configurações diferentes, uma quando ascendendo e outra quando descendendo. Quando ascendendo, temos uma Escala Menor Natural com suas 6ª e 7ª sustenidas (assim, apenas a 3ª bemol a diferencia da Escala Maior).

Já descendendo, tocamos a Escala Menor Natural, sem nenhuma alteração:

Ascendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Descendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b – Oitava

Exemplos:

Ascendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F# G# A
Descendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F G A

Na guitarra, em A:

e---------------------------
B---------------------------
G---------------------------
D-------------6-------------
A-------5-7-9---8-7-5-------
E-5-7-8---------------8-7-5-
1 2 4 1 2 4 1 4 2 1 4 2 1

  Treine bem essa escala, pois é um pouco complicado de pegar o jeito no começo. Depois, quando tiver prática, ela é muito legal para solos rápidos, tipo Speed Metal